Parentes temem operação de resgate de reféns das Farc

Após governo anunciar que sabe a localização dos reféns, familiares pedem que exército não conduza libertação

Agência Estado e Associated Press,

22 de fevereiro de 2008 | 14h27

Familiares de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) manifestaram nesta sexta-feira, 22, preocupação com o anúncio de que o serviço secreto do país conhece a localização de alguns reféns.      Veja também: Colômbia diz conhecer local em que Farc mantêm reféns Chanceler francês confirma libertação de quarto refém das Farc   Parentes do ex-senador Jorge Eduardo Gechem e dos ex-congressistas Orlando Beltrán Cuéllar, Glória Polando de Lozada e Luis Eládio Pérez voltaram a pedir que o exército não conduza operações de resgate, e suspenda as ações militares em Guaviare, no sul da Colômbia.    O ex-marido de Ingrid Betancourt, Fabrice Delloye, reforçou o pedido, dizendo que "não somente a Colômbia, mas o mundo inteiro sabe muito bem que se houver um resgate pela força, é a morte anunciada de todos os reféns".   Em Paris, Delloye afirmou que é evidente que o governo da Colômbia está vencendo a guerra contra as Farc. "Esse é o momento ideal para negociar o lado humanitário, para permitir a saída de todos os reféns", acrescentou.   Localização dos reféns   O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou na quinta-feira, 21, ter conhecimento do local em que as Farc mantêm os reféns - três deles com liberação prometida pelos revolucionários após seis anos de seqüestro. A entrega do outro ex-senador cativo foi sugerida esta semana em Caracas   O ministro afirmou que "a tropa tem instruções precisas de permitir que se efetue a libertação tão logo se inicie esse processo", mas assegurou que os soldados não estão próximos do cativeiro.   "Não vamos nos aproximar. Não há nenhum perigo para os reféns", garantiu Santos.

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