Parlamento Andino diz que reunião com Bachelet foi informal

Ivonne Baki lamentou nota de sua assessoria afimando que chilena mediaria o debate entre Quito e Bogotá

EFE

05 de julho de 2008 | 05h16

A presidente do Parlamento Andino, a equatoriana Ivonne Baki, afirmou neste sábado que sua reunião com a governante do Chile, Michelle Bachelet, foi informal, e que a chilena nunca se ofereceu para mediar o conflito diplomático entre Equador e Colômbia. Baki pediu desculpas por uma nota de imprensa de sua assessoria, que na quinta-feira assinalou que Bachelet teria se comprometido a mediar o conflito entre Quito e Bogotá. A titular do Parlamento Andino esclareceu em comunicado que "em nenhum momento participou de uma reunião de caráter bilateral" com a presidente chilena, e que "também não foi estabelecido ou estipulado qualquer compromisso entre as duas partes". "Trata-se de uma interpretação errônea do jornalista do escritório central do Parlamento Andino em Bogotá", assinalou. Segundo o comunicado, "Baki aproveitou um almoço oferecido pela presidente chilena aos parlamentares latino-americanos em Santiago para conversar com Bachelet, de maneira informal, sobre muitos aspectos que hoje preocupam a região". O jantar oferecido aos parlamentares latino-americanos tinha como objetivo analisar as leis migratórias estabelecidas recentemente pela União Européia (UE). Depois de pedir "desculpas por este erro jornalístico, que pode gerar um mal-entendido", Baki indicou que o Parlamento Andino "continuará lutando fortemente na busca de ferramentas úteis e sustentáveis que permitam conseguir, através de um dialogo sincero e franco, a solução das controvérsias" entre Equador e Colômbia. Quito rompeu suas relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março, dois dias depois de tropas colombianas atacarem um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador. Essa operação matou pelo menos 26 pessoas, entre elas o "número dois" da guerrilha, Raúl Reyes. O Equador considerou esse ataque uma violação a seu território, enquanto a Colômbia, apesar de pedir desculpas, justificou a operação em nome da luta contra o terrorismo.

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