Parlamento cubano defende 'pátria latino-americana'

Cuba está disposta a renunciar à sua soberania e bandeira

EFE,

02 de novembro de 2007 | 04h25

O presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que o seu país sempre quis fazer parte de uma "pátria grande" latino-americana, mas admitiu que o sonho não está "tão próximo". "Esta é uma antiga idéia latino-americana. Desde que começamos essa é a nossa aspiração, a de Bolívar, de Martí. Mas ainda não estamos tão perto desse momento", disse Alarcón à Efe. Ele comentou assim as declarações do ministro das Relações Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque, de que Cuba estaria disposta a renunciar à sua soberania e bandeira para se integrar a um grande bloco de nações latino-americanas e caribenhas. "Pérez Roque não falou de ceder à Espanha nem aos Estados Unidos. Ele se referiu ao dia em que tivermos a pátria grande, a pátria unida pela qual Cuba tem lutado em toda a sua história", acrescentou, lembrando que a União Européia tem sua própria bandeira e moeda. No dia 14 de outubro, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou em Cuba que os dois países são um só e caminham rumo a uma confederação de repúblicas bolivarianas, caribenhas e sul-americanas. Sobre a possível renovação do mandato do líder cubano, Fidel Castro, nas eleições do primeiro trimestre do próximo ano, Alarcón disse que votaria a favor. "Não sei se vou ser deputado. Mas, se for, votarei em Fidel Castro", disse. O líder cubano, de 81 anos, se recupera de uma grave doença intestinal. Ele delegou provisoriamente seus cargos ao seu irmão Raúl em julho do ano passado.

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