Partidários de Cristina já festejam vitória na argentina

Festa começou duas horas antes do fechamento das urnas, em frente ao hotel-sede da campanha

EFE

28 de outubro de 2007 | 23h55

Partidários da Frente Para a Vitória, coalizão da senadora e candidata à Presidência da Argentina Cristina Fernández de Kirchner festejam a vitória que as pesquisas de boca-de-urna atribuem à primeira-dama no pleito realizado neste domingo, 28, na Argentina. Os militantes já celebravam uma hipotética vitória a duas horas do fechamento das urnas, reunindo-se no hotel de Buenos Aires onde funciona o comando de campanha de Cristina. Veja também:Bocas-de-urna apontam vitória de Cristina Kirchner no 1º turnoEspecial: as eleições argentinas Argentinos votam para consagrar KirchnersCristina: 'Não sou Hillary nem Evita'Kirchner seduz interior empobrecido "Voltaremos a ser Governo, como em 1973", gritavam alguns jovens peronistas, ao comparar o possível triunfo da esposa do presidente Néstor Kirchner com o pleito vencido por Héctor Cámpora em 1973, quando ainda não havia retornado ao país o líder do Partido Justicialista (peronista), Juan Domingo Perón. Uma euforia similar era demonstrada por funcionários e colaboradores de Cristina no interior do Hotel Intercontinental, onde tanto a primeira-dama como o chefe de Estado acompanham a evolução da apuração. Fontes da Frente para a Vitória consultadas pela Agência EFE disseram que, de acordo com dados próprios, Cristina "está ganhando com mais de 45% dos votos em todo o país", como afirmaram as pesquisas de boca-de-urna divulgadas pelos meios de comunicação logo após o fechamento das urnas. Acrescentaram que a candidata do governo "está em primeiro lugar na província de Buenos Aires", a mais povoada do país e que representa cerca de 40% do eleitorado nacional, enquanto "ocupa o segundo posto em Santa Fé e o terceiro em Córdoba", os principais distritos do interior argentino. As fontes da coalizão de Cristina aprofundaram que "aparentemente, em Santa Fé (centro) está ganhando Elisa Carrió", candidata da Coalizão Cívica, de centro-direita, e que em Córdoba (centro) o candidato mais votado teria sido o centrista Roberto Lavagna, da frente Uma Nação Avançada (UNA), seguido por Elisa e depois pela primeira-dama. "Na capital, Elisa está acima de Cristina, embora por pouco", completaram. As fontes preferiram não comentar as denúncias de irregularidades e até de fraude no pleito de hoje, feitas por partidos e dirigentes oposicionistas de diferentes tendências. Mais de 500 jornalistas locais e estrangeiros se credenciaram para ter acesso ao hotel onde funciona o "buner" de Cristina, e os salões que foram especialmente condicionados para receber a imprensa encontram-se cheios de repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e militantes.

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