Enrique Castro/Reuters
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Partido do governo e oposição pedem renúncia de vice do Peru

Acusações de corrupção deflagraram o primeiro escândalo político da jovem presidência de Ollanta Humala

REUTERS

07 de novembro de 2011 | 15h57

LIMA - Parlamentares peruanos disseram que o vice-presidente Omar Chehade deve renunciar o mais rápido possível por causa das acusações de corrupção que deflagraram o primeiro escândalo político da jovem presidência de Ollanta Humala.

Ex-oficial militar de esquerda, Humala disse que acredita que Chehade deve considerar a possibilidade de renunciar por causa das alegações de que tenha se envolvido com lobby ilegal.

Ele afirmou, entretanto, que não acusará Chehade antes de o Ministério Público e o Congresso concluírem suas investigações sobre o escândalo.

Pouco tempo depois de assumir o cargo, surgiram as acusações de que Chehade teria pedido a um general da polícia ajuda para que seu irmão despejasse trabalhadores de uma fazenda cooperativa para a produção de açúcar a fim de ajudar uma empresa que quer tomá-la. Chehade, que é advogado e atua em defesa própria nos inquéritos, nega ter cometido irregularidades.

"Acho que, para resolver essa crise, ele precisa renunciar. A posição dele tornou-se insustentável e, a cada hora que passa, ele parece um rebelde", disse o parlamentar de oposição e ex-primeiro-ministro Javier Velasquez Quesquen à Reuters.

Como a Constituição peruana permite que Humala tenha dois vices, a saída de Chehade não afetaria a estabilidade institucional.

"A renúncia dele resolveria uma crise política, ao invés de criar uma", afirmou Velasquez Quesquen.

Ele afirmou que a crise, que já dura três semanas, paralisou a agenda de bem-estar social de Humala, mesmo que no sábado o presidente tenha lançado um programa que dá aos idosos uma pensão mínima mensal.

Fredy Otarola, líder do Partido Gana Peru, de Humala, no Congresso, disse que o escândalo envolvendo Chehade afetou a reputação do governo porque em sua campanha Humala prometeu combater a corrupção.

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