Partido governista do México se une a denúncias contra PRI

O partido governista do México se juntou nesta quinta-feira à maior força de esquerda do país e exigiu que a autoridade eleitoral esclareça as denúncias sobre financiamento ilegal da campanha do vencedor das eleições, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), antes de ele ser validado como presidente.

Reuters

19 de julho de 2012 | 16h51

Andrés Manuel López Obrador, candidato por uma aliança de esquerda, busca invalidar a eleição na qual ficou em segundo lugar depois de Peña, a quem acusou de financiar sua campanha com fundos provenientes de lavagem de dinheiro.

Mas agora Gustavo Madero, presidente do Partido da Ação Nacional (PAN), que governa o país desde 2000, disse que, se o seu partido não tentar invalidar a eleição, quer que se esclareçam as denúncias.

O tribunal eleitoral deve dar a aprovação à eleição, o que implica declarar Peña como presidente eleito, no início de setembro.

Madero acrescentou que tanto o PAN como o partido que liderou a aliança de esquerda, o Partido da Revolução Democrática (PRD), também irão ao Ministério Público para denunciar o caso.

Ele sugeriu ainda que os governadores do partido vencedor, o PRI, poderiam ter desviado recursos públicos à campanha.

"Já estamos trabalhando com as equipes jurídicas de ambos os partidos para que, com os elementos de presunção que temos, possam ir a fundo", disse Madero em entrevista coletiva conjunta com o presidente do PRD, Jesús Zambrano.

Ambas as forças políticas também estão interessadas em analisar o chamado "caso Monex", um grupo financeiro mexicano que, segundo as acusações do PRD, teria sido utilizado pelo PRI para transferir recursos a cartões de débito em uma operação para comprar votos.

Quando o PAN se uniu à ofensiva contra Peña Nieto, o presidente Felipe Calderón, que está de saída, o recebeu nesta semana na residência oficial.

Depois do encontro, a presidência emitiu um comunicado dizendo que ambos concordaram com uma transição ordenada com a nova administração, que inicia em 1o de dezembro.

(Reportagem de Ioan Grillo)

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