Partidos de esquerda reiteram necessidade de união para A.L

"A divisão é nosso calcanhar de Aquiles", reconheceu o membro do Partido Comunista de Cuba

EFE

24 de maio de 2008 | 00h27

Os partidos de esquerda da América Latina e o Caribe reiteraram nesta sexta-feira, durante a inauguração formal do 15º Foro de São Paulo, a necessidade de união e integração das respectivas legendas para o futuro da região. "A divisão é nosso calcanhar de Aquiles", reconheceu durante seu discurso o responsável de Relações Internacionais do Partido Comunista de Cuba, Fernando Ramírez. A "agressão e violação da soberania equatoriana" por parte do Exército da Colômbia, a "ameaça de fragmentação territorial" na Bolívia e a situação de "ocupação colonial" na qual vive Porto Rico são alguns dos conflitos da região que para Ramírez exigem a solidariedade de todos os partidos de esquerda. O secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, afirmou que os adversários ideológicos e políticos tentarão "desintegrar" a esquerda da América Latina, porque conhecem a "força do momento" atual, com vários desses partidos à frente de Governos. Para o presidente do Pólo Democrático Alternativo da Colômbia, Carlos Gaviria, existem atualmente dois fenômenos "correlativos e contraditórios" no continente americano, com "o império mais poderoso", representado pelos Estados Unidos, e a "vocação libertária, soberana e independentista dos países latino-americanos". Estarão presentes no encontro na capital uruguaia cerca de 200 delegados de toda a América Latina e do Caribe, assim como observadores de Alemanha, Bélgica, China, Itália, Japão, Portugal e Vietnã. Para este sábado, está sendo esperada a chegada do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que além de participar do Foro se reunirá com seu colega uruguaio, Tabaré Vázquez, e voltará a seu país na próxima segunda-feira. O Foro de São Paulo, criado em 1990 na cidade de mesmo nome por 48 partidos e movimentos sociais para discutir os rumos da esquerda após a queda da "cortina de ferro", e formular alternativas aos Governos neoliberais da época na América Latina, é composto agora por cerca de 70 organizações políticas e sociais da região.

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