Passageiros de navio que aderna na Antártida passam bem

Resgatados por botes, os 154 ocupantes do cruzeiro devem ser levados para base chilena no continente

Marina Guimarães, da Agência Estado,

23 de novembro de 2007 | 13h51

Os 100 passageiros e 54 tripulantes do navio de cruzeiro que começou a afundar nesta madrugada no mar da Antártida passam bem, embora estejam um pouco assustados. Segundo a guarda costeira argentina, a embarcação se chocou contra um iceberg.   Veja também: Cruzeiro aderna na Antártida e 154 são resgatados em botes   O M/S Explorer havia partido no dia 11 de novembro do porto argentino de Ushuaia, distante cerca de mil quilômetros do local do acontecido. Resgatados por botes e lanchas, algumas pessoas foram levadas para a ilha 25 de Maio, depois para outro navio de bandeira da Noruega, chamado Nordnorge. Os ocupantes do cruzeiro serão transportados ainda para a base naval chilena Frey, de onde seguirão de avião para Punta Arenas, no Chile.   Entre os passageiros estão dois argentinos e cidadãos "dos Estados Unidos, Canadá, China, Austrália, Inglaterra, Holanda e gente de todo o mundo", segundo descreveu Susan Hayes, funcionária de Gap Adventures, a empresa de Toronto dona do barco.   Além do navio Nordnorge, que participou do resgate, outras duas embarcações de passageiros, de bandeira do Panamá e Bahamas, se encontravam próximos ao local do acidente e prestaram socorro aos ocupantes do turístico de origem britânica e de bandeira da Libéria, chamado MV Explorer. Segundo a guarda costeira marinha da Argentina, denominada "Prefeitura Naval", os passageiros e a tripulação "se encontram bem".   De acordo com um comunicado da Prefeitura Naval, o cruzeiro "sofreu uma avaria em seu casco e alguns compartimentos começaram a inundar". O capitão da Prefeitura Naval Argentina, Pedro Tuhay, disse em entrevista à imprensa que o "navio tem uma escora de 23 graus, mas o estão mantendo muito bem".   O acidente com navio provocou surpresa, já que seu casco é reforçado para navegar em mares com glaciais, segundo informou a Prefeitura Naval. O M/S Explorer já que participou de um resgate em 1989, quando ajudou a salvar os tripulantes de um barco argentino que havia batido contra uma rocha nas Ilhas Amberes, na Antártida.   Apelidado de "pequeno barco vermelho", o M/S Explorer é um dos navios de expedição mais conhecidos no mundo. Trata-se de uma embarcação especializada, construída em 1969 e remodelada em 1993.   O Explorer costuma realizar viagens de duas semanas pela região da Antártida, ao preço de US$ 8 mil por cabine. Menor que a maioria dos navios de cruzeiro, essa embarcação consegue entrar em baías mais estreitas do continente gelado.

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