Patrulha chilena segue em zona marítima reivindicada pelo Peru

Chile está preparado para qualquer cenário em relação ao Peru, diz chanceler; Tribunal de Haia julgará fronteira

Reuters e Ansa,

14 de agosto de 2007 | 12h25

O Chile afirmou nesta terça-feira, 14, que continuará patrulhando uma zona marítima considerada sua e que recentemente apareceu como peruana em um mapa oficial do Peru. A área, localizada no oceano Pacífico, é rica em recursos naturais.O Chile protestou formalmente devido ao mapa publicado no domingo pelo jornal El Peruano, que atribui ao Peru cerca de 60 mil quilômetros quadrados de águas que seriam do Chile."A zona vem sendo patrulhada pela Marinha do Chile, inclusive hoje. Está claro que não aceitaremos nenhuma intromissão em uma zona que é território marítimo chileno", afirmou o ministro chileno das Relações Exteriores, Alejandro Foxley."Esperamos, sem dúvida, que prevaleça a prudência e que isso não se transforme em uma desculpa para alterar uma fronteira reconhecida pelos dois países durante 50 anos", acrescentou o chanceler em entrevista à rádio Cooperativa.   O ministro disse à rádio Cooperativa que o mapa "põe em questão uma área de mais de 60 mil quilômetros quadrados de espaço marítimo chileno, e está gerando um questionamento relacionado inclusive à saída para o mar em uma zona área situada ao norte do país, na província de Arica". "Estamos preparados para qualquer cenário. A apresentação do Peru é inaceitável, não tem base jurídica, e nos impressiona que este questionamento surja após 50 anos de acordo entre os países quanto a limites e atuais fronteiras", disse Foxley. Para o Peru, o mapa reafirma sua postura em relação à fronteira marítima com o Chile, questão essa que será julgada pela Corte Internacional de Justiça de Haia.O Chile diz que sua fronteira marítima com o Peru ficou delimitada em tratados assinados pelos dois países em 1952 e 1954, bem como por sinalizações territoriais realizadas em 1968 e 1969.Mas o governo peruano afirma que tais tratados não constituem um acordo formal de fronteira e dizem respeito apenas à pesca.

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