Pedida absolvição de padre argentino aliado da ditadura

Para advogado de Christian Von Wernich, testemunhas de acusação sobrepuseram ideologia aos fatos

Associated Press,

09 de outubro de 2007 | 14h44

A defesa do ex-capelão da polícia de Buenos Aires Christian Von Wernich, acusado de homicídios, torturas e seqüestros durante a ditadura militar argentina, pediu nesta terça-feira, 9, sua absolvição, alegando não haver provas da participação do sacerdote nos crimes de que é acusado. "Os testemunhos que vinculam Christian Von Wernich aos delitos de que é acusado têm sido bastante levianos", disse o advogado Juan Martín Cerolini durante a audiência final do caso, que dará o veredicto de Wernich nesta terça-feira.  "As testemunhas sobrepuseram sua ideologia aos fatos... A reconstrução histórica é realmente parcial", disse Cerolini.  Wernich, de 69 anos, é acusado de ser co-autor de sete homicídios e de participar de 31 casos de tortura e 42 seqüestros cometidos em cinco campos de detenção da ditadura (1976-1983). A promotoria pede que o religioso seja condenado à prisão perpétua. Escoltado por cinco policiais usando coletes a prova de balas, Wernich ingressou na sala do Tribunal Federal Número 1 da cidade de La Plata, a 60 quilômetros ao sul de Buenos Aires, uma hora após o previsto.  Vestido com trajes sacerdotais, Wernich ouviu imperturbável ao pronunciamento de sua defesa. O pedido da promotoria pela prisão perpétua fez a acusação pedir uma mudança na causa para classificar os supostos crimes cometidos por Wernich como "genocídio". O sacerdote deve se pronunciar ainda nesta terça-feira antes da anunciação do veredicto.

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