Pelo menos um morre em protestos de importadores na Bolívia

Governo Evo lançou decreto que proíbe a entrada de automóveis com mais de cinco anos de fabricação

Efe,

15 de dezembro de 2008 | 18h29

Pelo menos uma pessoa morreu nesta segunda-feira, 15, em um confronto entre a polícia boliviana e importadores de veículos usados, que bloqueavam a principal estrada que liga La Paz ao Chile, informaram um líder dos manifestantes e vários meios de comunicação locais. Juan Carlos Sarzuri, uma das lideranças do setor, comunicou à rede de televisão PAT a morte de um trabalhador da área. Segundo a fonte, um outro manifestante teria morrido, mas a informação ainda não foi confirmada. Por sua vez, a emissora ATB disse que o morto é um funcionário da zona franca de El Alto chamado Nelson Aduviri, de 22 anos, atingido por uma bala de borracha no pescoço. O protesto responsável pelos confrontos acontecia na altura de Patacamaya, a cerca de 100 quilômetros de La Paz, e cobrava do governo de Evo Morales a anulação de um decreto que proíbe a entrada no país de automóveis com mais de cinco anos de fabricação. Sarzuri disse que os importadores, deitados no chão, estavam "bloqueando pacificamente" uma estrada que leva ao Chile, até que a polícia começou a dar tiros "com balas letais". "Já temos uma morte confirmada e a outra ainda está para ser confirmada", declarou o ativista, que também afirmou que entre os manifestantes há "muitos desaparecidos e feridos." A ATB disse ainda que dois policiais foram detidos e agredidos por manifestantes. Segundo o governo, o aumento da importação de veículos gerou "uma maior demanda por combustíveis", além de "riscos para a saúde e a segurança da população, dados os efeitos das emissões de gases que afetam a camada de ozônio."  No entanto, de acordo com manifestantes, aproximadamente 15 mil famílias bolivianas dependem da importação de veículos usados para sobreviver. Horas antes dos confrontos, o porta-voz de Evo, Ivan Canelas, declarou que o governo não vai recuar diante dos protestos e que o presidente não permitirá que a Bolívia vire um depósito de veículos fabricados em outros países, informou a rádio Fides.

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