Peña Nieto mantém vantagem a poucos dias de eleição no México

O candidato favorito para vencer a eleição à Presidência do México, Enrique Peña Nieto vai para a eleição de domingo com uma ampla vantagem sobre seus rivais, mostraram pesquisas de opinião nesta quarta-feira.

DAVID ALIRE GARCIA, REUTERS

27 de junho de 2012 | 13h35

Assim, Peña Nieto caminha para pôr o partido que governou o México por grande parte do século passado, o PRI, de volta ao poder.

A última pesquisa eleitoral, feita pela empresa Buendía & Laredo para o jornal El Universal, mostrou Peña Nieto, do opositor Partido Revolucionário Institucional, ou PRI, subindo 4,2 pontos percentuais, para 41,2 por cento das intenções de voto, em comparação a uma pesquisa publicada em 18 de junho.

Isso lhe deu uma vantagem de 17,4 pontos sobre o esquerdista e segundo colocado na eleição de 2006, Andrés Manuel López Obrador, que subiu 0,3 ponto percentual para 23,8 por cento, mostrou a pesquisa.

Josefina Vázquez Mota, candidata do governista Partido da Ação Nacional (PAN), estava em terceiro lugar com 20,6 por cento, uma queda de 0,8 ponto percentual frente ao levantamento anterior.

Duas outras pesquisas publicadas nesta quarta-feira, última da campanha eleitoral, dão ao candidato do PRI uma vantagem que varia entre 10 e 16 pontos sobre López Obrador, ex-prefeito da Cidade do México.

Pesquisas recentes também indicam que o PRI poderia conseguir maioria no Senado e na Câmara dos Deputados. Isso ajudaria a reforçar o seu mandato para avançar com reformas fiscais e de energia que ficaram paralisadas no governo do atual presidente, Felipe Calderón.

O PRI, de Peña Nieto, governou o México entre 1929 e 2000, quando foi retirado do poder pelo PAN em uma eleição presidencial. À época, a vitória do PAN foi vista como uma conquista da democracia, mas os problemas econômicos e o aumento da violência no país parecem estar abrindo caminho para a volta do PRI.

López Obrador perdeu a eleição de 2006 para Calderón, do PAN, em uma votação apertada e contestou os resultados, promovendo meses de protestos e preocupando investidores da segunda maior economia da América Latina.

Ele despertou temores de uma repetição do caos este ano, acusando o PRI de tentar fraudar a votação, apesar de que qualquer protesto provável seria de curta duração se Peña Nieto vencer por larga margem.

Um resultado apertado aumentaria o risco de manifestações, sobretudo tendo em conta que López Obrador tem o apoio de um movimento estudantil recém-surgido que abalou a campanha com comícios gigantescos.

Os mercados financeiros mexicanos já embutiram nos preços dos ativos uma vitória de Peña Nieto, então uma vitória apertada que coloque em risco o seu mandato e as reformas econômicas pode assustar investidores e atingir os preços.

Peña Nieto prometeu fazer uma reforma fiscal e a abrir a estatal de petróleo Pemex para mais investimento privado, rompendo com as tradições do PRI, que nacionalizou a indústria de petróleo do México em 1938.

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