Peña Nieto promete empregos e mantém vantagem no México

O candidato Enrique Peña Nieto, favorito para se tornar presidente do México na eleição do próximo domingo, encerrou sua campanha nesta quarta-feira prometendo gerar empregos e restaurar a ordem no país.

MICA ROSENBERG E LIZBETH DIAZ, REUTERS

27 de junho de 2012 | 19h41

Peña Nieto é o candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México de forma ininterrupta por grande parte do século 20. Ele lidera folgadamente as pesquisas desde o início da campanha, num reflexo da impopularidade do Partido Ação Nacional (PAN), cujo atual governo é marcado por uma disparada nos níveis de criminalidade associados ao narcotráfico.

Os governos do PRI são lembrados por críticos pela corrupção, as fraudes eleitorais e a perseguição a opositores, mas o partido diz ter aprendido com seus erros, e vem recuperando sua popularidade nos últimos anos.

"Queremos um país que viva em paz, que seja calmo e seguro", disse Peña Nieto, de 45 anos, em comício para dezenas de milhares de simpatizantes na cidade de Toluca, no centro do país.

Três pesquisas publicadas nesta quarta-feira lhe conferem uma vantagem superior a dez pontos percentuais sobre seus rivais Andrés Manuel López Obrador e Josefina Vázquez Mota.

Usando bonés vermelhos e camisetas vermelhas e brancas distribuídas pelo partido, a multidão gritou "presidente" quando o candidato subiu ao palanque. Em geral, porém, o clima do comício foi morno.

"Há um novo PRI ... São os outros que não mudaram. Eles estão vivendo no passado", disse Peña Nieto. "Mas o PRI nunca foi embora. Ele perdeu e ganhou, competiu democraticamente e entendeu a mudança."

"Temos um candidato com novas ideias", disse o aposentado Domingo Santiago, de 67 anos, que elogiou as promessas de ajuda aos idosos feitas por Peña Nieto. "Não estou dizendo que não houve abusos antes, mas ele está buscando reformas, algo melhor para o povo, sem voltar aos velhos tempos."

Numa conhecida tática eleitoral, Peña Nieto registrou em cartório suas promessas de construir rodovias e ferrovias. Ele também propõe reformar o sistema tributário e abrir a estatal petrolífera Pemex a mais investimentos privados, rompendo com a tradição do PRI, que nacionalizou a indústria petrolífera em 1938.

As pesquisas sugerem também que o PRI pode formar maioria na Câmara e no Senado, o que facilitaria a aprovação das reformas fiscal e energética que ficaram paradas durante o governo do atual presidente, Felipe Calderón.

(Reportagem adicional de David Alire Garcia, Miguel Angel Gutierrez e Gabriel Stargardter, na Cidade do México)

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