Peña Nieto tentará fazer México crescer a taxas mais altas

Enrique Peña Nieto assumiu a presidência do México neste sábado, dando nova oportunidade ao partido que moldou o México moderno, caso consiga por fim a anos de violência e desempenho econômico ruim.

Reuters

01 de dezembro de 2012 | 14h40

Com o retorno ao poder do Partido Revolucionário Institucional (PRI), após 12 anos de hiato, Peña Nieto, 46 anos, visa usar a melhora recente nas perspectivas da economia para impulsionar o crescimento mais rápido do país.

O então presidente Felipe Calderón transferiu formalmente neste sábado o poder a seu sucessor. "Hoje começo a desempenhar a honrada função de presidente", disse Peña Nieto.

Nichos de manifestantes de grupos de esquerda entraram em conflito com a polícia na capital depois da posse, alguns arremessando coquetéis Molotov em barreiras próximo ao Congresso numa tentativa de interromper a cerimônia de juramento e o discurso inaugural no início deste sábado.

O ex-governador do Estado do México Peña Nieto ganhou a eleição em 1 de julho com cerca de 38 por cento dos votos, mais de 6 por cento à frente do segundo colocado, o esquerdista Andres Manuel Lopez Obrador.

Fotogênico e casado com uma atriz popular, Peña Nieto promete restaurar a calma depois que mais de 60 mil pessoas foram mortas em conflitos entre gangues do tráfico de drogas e forças de segurança durante o mandato de seis anos de seu antecessor.

O crescimento econômico anual do país teve uma média de menos de 2 por cento sob o Partido da Ação Nacional (PAN) durante os últimos 12 anos. Esses dados e crescentes preocupações com a guerra do tráfico abriram a porta para o retorno do PRI sob Peña Nieto.

Ainda assim, a inflação tem sido mantida sob controle, os níveis de dívida estão baixos e o crescimento se recuperou no fim do mandato de Calderón, com a economia do país superando o crescimento brasileiro nos últimos dois anos.

O círculo de Peña Nieto é formado por vários economistas jovens e ambiciosos e especialistas financeiros ávidos para provar que o PRI pode fazer um trabalho melhor na administração da segunda maior economia da América Latina.

Em boa parte do domínio do PRI, o México teve crescimento mais forte do que o PAN, mas as memórias do calote da dívida do país em 1982 e do colapso financeiro em 1994 e 1995 ainda persistem.

(Reportagem de Dave Graham; reportagem adicional de David Alire Garcia)

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