Pensando no Nobel da Paz, Ingrid convocará coletiva na sexta

'Prêmio seria reconhecimento a todas vítimas do conflito na Colômbia', diz ONG de ex-refém das Farc

Agências internacionais,

09 de outubro de 2008 | 16h57

A ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt convocou uma coletiva na sexta-feira, 10, às 13 horas (8 horas em Brasília), em Paris, caso ela ganhe o prêmio Nobel da Paz, informou sua assessoria. Segundo a agência France Presse, o anúncio do prêmio está previsto para sexta às 6 horas, no horário de Brasília. "A Federação dos Comitês Ingrid Betancourt deseja que ela ganhe o Nobel da Paz que será um reconhecimento de todas as vítimas do conflito na Colômbia e principalmente dos reféns", afirmou à AFP o vice-presidente da entidade Olivier Roubi.   Veja também: O drama de Ingrid  Por dentro das Farc    A ex-candidata a presidente da Colômbia foi libertada em 2 de julho depois de mais de seis anos refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ingrid é uma das favoritas e o prêmio concedido a ela pode evitar um constrangimento com China ou Rússia.   Este ano comemora-se o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dissidentes chineses e militantes russos também concorrem ao prêmio Nobel que será anunciado nesta sexta em Oslo, na Noruega.   A título preventivo, o regime chinês reagiu ao possível prêmio ao dissidente Hu Jia, classificando-o de "criminoso" e alertando o comitê do Nobel contra qualquer "ingerência". O prêmio poderá ser concedido ainda a um militante russo de direitos humanos, a advogada Lidia Ioussoupova, responsável pela ONG Memorial em Chechênia, ou Svetlana Gannushkina, que luta pelo direitos dos refugiados na Rússia.   Indicados   À parte da organização Human Rights Watch, soam com força dois nomes: o ativista chinês Hu Jia e a defensora dos direitos humanos e advogada chechena Lidia Yusupova. A lista de candidatos é interminável: o presidente do Tribunal Supremo do Paquistão, Iftikhar Chaudhry; a ex-promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) Carla del Ponte; o monge vietnamita Thich Quang Do; e o líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai.   O presidente da Bolívia, Evo Morales, o opositor cubano Osvaldo Payá e as Avós de Praça de Maio também aparecem entre os nomes de potenciais candidatos. Os nomeados pelos diferentes Comitês Nobel não podem ser conhecidos até depois de 50 anos, mas nada impede que divulguem os indivíduos ou instituições que propuseram candidaturas, como acontece em alguns casos.   Os prêmios serão entregue em 10 de dezembro em uma dupla cerimônia em Estocolmo e em Oslo.

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