Kevin Frayer/AP
Kevin Frayer/AP

Pentágono amplia envio de equipamento para ajuda ao Haiti

Gates assina ordem para enviar mais navios ao país para tentar desobstruir porto destruído em terremoto

estadao.com.br,

20 de janeiro de 2010 | 08h52

Os Estados Unidos ampliaram o envio de equipamento militar para acelerar a distribuição de ajuda humanitária às vítimas do terremoto do último dia 12 no Haiti. O secretário de Defesa, Robert Gates, assinou nesta quarta-feira, 20, um decreto para mandar mais navios de guerra a Porto Príncipe. Um deles pode ajudar a desobstruir o porto local, destruído pelo tremor.

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O navio hospital "Comfort" da Marinha de Guerra dos EUA, com cerca de 600 médicos e enfermeiros, considerado peça fundamental no socorro humanitário ao Haiti, deve chegar hoje à costa do país.

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De acordo com Gates, que está na Índia para uma visita oficial, o reforço de navios deve chegar ao Haiti em uma semana.

O chefe do Pentágono reconheceu que a velocidade da ajuda ainda não é a esperada. "A ajuda tem chegado, mas ainda é um desafio distribuí-la.", disse Gates. "Ainda há 2 milhões de pessoas sem acesso adequado a água e comida e remédios. Não podemos dizer que a ajuda é satisfatória".

Na quarta-feira, cerca de 20 helicópteros Black Hawk aterrissaram no gramado do palácio presidencial em Porto Príncipe, desembarcando soldados americanos, equipamento e caixas com garrafas de água e alimentos.  

A tomada do palácio reavivou lembranças da ocupação americana do Haiti (1915-34) e ao mesmo tempo esperanças de maior distribuição de alimentos e imposição da ordem na capital, assolada por saques. Ao menos 11 mil militares estão no país para distribuir ajuda humanitária e fazer a segurança dos suprimentos.

Também ontem, O Conselho de Segurança da ONU de enviar reforços de 3,5 mil militares e policiais à Missão de Paz para Estabilização do Haiti (Minustah), chefiada pelo Brasil, e responsável pela segurança do país.

O reforço é destinado a conter os saques, que muitas vezes atrasam a distribuição da ajuda enviada, além de causar tumultos e violência na capital. O terremoto matou mais da metade dos 4,5 mil policiais haitianos, que foram reduzidos a 2 mil. 

 

 

 

Com informações da Associated Press, e de Lourival Sant'Anna, enviado especial do Estado a Porto Príncipe

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