Pentágono gastou US$ 500 milhões em melhorias em Guantánamo

Custos cobrem pista de karting, praça de jogos e lanchonetes como a Taco Bell

EFE

07 de junho de 2010 | 10h13

HINGTON - O Pentágono gastou pelo menos US$ 500 milhões em melhorias da base naval americana e sua prisão para supostos terroristas na Baía de Guantánamo, informou nesta segunda-feira, 07, o jornal The Washington Post.

 

"Essa despesa transformou o que outrora foi uma base esquecida no Caribe em uma das instalações militares e prisões mais seguras do mundo", acrescenta o artigo. "E essa despesa não inclui os bônus por construção que, habitualmente, rondam os milhões de dólares".

 

Na entrada da base naval - localizada em um território cubano que os Estados Unidos alugaram - há um "elegante letreiro eletrônico sobre dois pilares de concreto. Em amarelo esmaltado sobre um fundo azul metálico há um mapa de Cuba 'a pérola das Antilhas', e em cima se lê a hora e a temperatura".

 

"Bem-vindos a bordo", diz o luminoso.

 

Segundo o "Post" esse letreiro e outro menor perto do aeroporto custaram US$ 188 mil. Uma cancha de vôlei abandonada custou US$ 249 mil, uma pista para corridas de karting, que não é usada, custou US$ 296 mil, e outros US$ 3,5 milhões foram gastos em 27 pracinhas de jogos que frequentemente estão vazias.

 

"O Pentágono também gastou US$ 683 mil para renovar um café que vende salgados e cafés Starbucks, e US$ 773 mil para remodelar um edifício que abriga um restaurante KFC/Taco Bell", enumera a matéria.

 

O jornal esclareceu nos US$ 500 milhões também não estão incluídos os custos anuais de operação da base e da prisão, de cerca de US$ 150 milhões.

 

"Soma-se a isto os rombos no orçamento secreto, tais como o Campo 7 que abriga os presos de 'alto valor', apelidado de Campo Platinadp, e a fatura da base de 117 quilômetros quadrados facilmente se aproxima aos US$ 2 bilhões", disse o jornal.

 

O Governo dos Estados Unidos começou a deter em janeiro de 1982 centenas de homens capturados em diferentes partes do mundo como supostos terroristas na base de Guantánamo.

 

O presidente Barack Obama, que tinha prometido fechar a prisão em seu primeiro ano de mandato, mas encontrou problemas para realocar alguns prisioneiros e julgar outros. Assim, permanecem em Guantánamo ao menos 200 presos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.