Pequenos tsunamis chegam ao Japão após terremoto do Peru

Agência Meteorológica do Japão mantém o alerta e prevê ondas de meio metro de altura

Efe,

17 de agosto de 2007 | 03h20

Tsunamis de baixa intensidade originados pelo forte terremoto que abalou o Peru na quarta-feira chegaram nesta sexta-feira, 17, à costa leste do Japão, com ondas de 20 centímetros, informou a agência japonesa Kyodo. Veja também:  Veja as imagens  Câmeras flagram momento do abalo   Comunidade internacional oferece apoio Brasileiro relata momentos do terremoto História do Peru é marcada por terremotos  'A terra se moveu como nunca' Mais de 600 detentos fogem de cadeia Governo brasileiro oferece ajuda humanitária  Embaixada dá instruções para brasileiros A Agência Meteorológica do Japão (AMJ) mantém o alerta de tsunami e prevê ondas de meio metro de altura por causa do terremoto peruano. O aviso por tsunami foi ativado à 1 hora da madrugada (13 horas de quinta-feira, em Brasília). Mas as primeiras ondas chegaram às 5h23 (17h23 de Brasília). O primeiro registro de tsunami aconteceu na província de Iwate, ao norte de Honsu, a maior das ilhas japonesas. Houve anomalias no tamanho das ondas no litoral de Hokkaido, no norte do Japão, e Kyushu, no sudeste, assim como no arquipélago de Okinawa, no sul. A AMJ recomendou que os japoneses evitem ir à praia ou pescar no litoral do Pacífico enquanto durar o alerta de tsunami.  Peru Novas estimativas apresentadas na quinta-feira, 16, elevam para mais de 500 o número de vítimas fatais do terremoto de 8 graus de magnitude que devastou cidades do sudoeste do Peru no começo da noite de quarta-feira. Segundo dados do corpo de bombeiros, já são ao menos 510 mortos, 1.500 feridos e 85 mil desabrigados.  A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que a expectativa é que o número de mortos pelo desastre tenha sido maior que os óbitos informados até agora, porque os trabalhos de resgate ainda estão em curso nas ruínas.  "Infelizmente, os números continuarão a crescer porque a destruição de casas nas áreas atingidas foi total," diz Margareta Wahlstrom, secretária-geral assistente da ONU.  A região mais atingida foi o deserto do sul do Peru, ao redor da cidade de Ica e o porto vizinho de Pisco, 200 quilômetros ao sudeste da capital, Lima. O prefeito da cidade de Pisco disse que pelo menos 200 pessoas foram soterradas pelas ruínas de uma igreja, onde assistiam a uma missa. Outras 17 pessoas morreram dentro de uma igreja em Ica, segundo a emissora local Canal N. Já a igreja histórica Señor de Lurén, em Ica, foi derrubada pelo terremoto e pelo menos 57 corpos foram retirados dos escombros. "Nós não temos eletricidade, água, comunicações. Muitas casas desabaram. Igrejas, hotéis, lojas - tudo foi destruído," disse Juán Mendoza, prefeito de Pisco. Na quinta-feira, a magnitude do terremoto foi revista pelo Centro de Geologia dos Estados Unidos, que aumentou a força do tremor de 7.9 para 8 graus na escala de Richter. Pelo menos 14 tremores de menor magnitude foram registrados após o impacto do início da noite da quarta-feira, complicando os esforços de resgate. Pelo menos um desses abalos teve 5 graus na escala de Richter. Ajuda humanitária O presidente do Peru, Alan García, viajou de helicóptero a Ica, uma cidade de 120 mil habitantes, e declarou estado de emergência. Os médicos peruanos do serviço estatal de saúde cancelaram uma greve por melhores salários para atender aos feridos. "Houve uma resposta rápida e boa de ajuda da comunidade internacional, mesmo que o Peru não tenha pedido por ela," disse García, durante uma visita à Pisco. O governo brasileiro está entre os que enviarão ajuda. Na manhã desta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para García para oferecer 46 toneladas de alimentos não perecíveis, além de medicamentos e tendas de campanha. A Força Aérea Brasileira transportará os alimentos de Vitória, no Espírito Santo, para Lima, capital peruana, até a sexta-feira. Em Washington, o presidente dos EUA, George W. Bush, também ofereceu condolências pelo desastre. Um cidadão americano morreu na tragédia. Falta eletricidade, água e serviço de telefonia no sul do Peru. O governo enviou para a região mais policiais, soldados e médicos, mas o tráfego rodoviário está paralisado na rodovia Panamericana. Em Chincha, uma pequena cidade próxima a Pisco, um câmera da Associated Press contou pelo menos 30 corpos no pátio do hospital. Centenas de feridos estavam lado a lado nos jardins em frente ao centro médico, não apenas por causa da falta de leitos, mas por causa do medo de que novos terremotos derrubem o edifício. Fuga de detentos O terremoto derrubou o muro da prisão de Chincha e permitiu que 600 presos fugissem. Até agora, 29 foram recapturados, segundo o governo peruano. A Cruz Vermelha do Peru demorou sete horas e meia para chegar a Ica e Pisco, por causa dos danos provocados nas rodovias.  Em Lima, 150 quilômetros ao norte do epicentro do sismo, apenas uma morte foi reportada. Mas os furiosos dois minutos do terremoto levaram milhares de pessoas a abandonar suas casas e buscar refúgio nas ruas.

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