Pequim confirma morte de 8 policiais em terremoto do Haiti

China confirma que quatro mortos faziam parte da Minustah e da delegação chinesa

Efe,

17 de janeiro de 2010 | 05h37

O Governo chinês confirmou neste domingo, 17, a descoberta dos corpos dos oito oficiais de Polícia chineses que permaneciam desaparecidos após o terrível tremor que assolou o Haiti na terça-feira passada. 

  

Segundo o Ministério da Segurança Pública, quatro dos mortos faziam parte das forças internacionais de pacificação desdobradas no Haiti, enquanto os quatro restantes pertenciam a uma delegação chinesa enviada a Porto Príncipe.

  

No momento do terremoto, os oito falecidos estavam no interior de um prédio das Nações Unidas na capital haitiana.

  

Segundo informou o Ministério da Segurança Pública da China através da agência oficial Xinhua, os corpos foram achados sob os escombros do edifício destruído.

O Governo chinês informou que o primeiro corpo foi encontrado na sexta-feira e que os sete restantes apareceram pouco depois. Após confirmar o desaparecimento dos oito cidadãos chineses no tremor de 7,3 graus de magnitude que assolou o país, o regime comunista enviou uma equipe de resgate de emergência formado por 50 pessoas, que encontraram os corpos dos policiais após uma busca de mais de 80 horas.  

 

As autoridades do Haiti, país com o qual China não mantém laços oficiais já que é um dos 23 aliados diplomáticos que Taiwan ainda mantém, calculam que o terremoto provocou três milhões de desabrigados e um elevado número de mortos, que poderia chegar a 200 mil.

  

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou neste sábado a morte do vice-representante do organismo no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e do chefe da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), o diplomata tunisiano Hédi Annabi, em consequência do terremoto da última terça-feira.

  

Costa é o segundo diplomata brasileiro de alta categoria que morre ao serviço das Nações Unidas, pois em agosto de 2003 o enviado especial da ONU ao Iraque, Sérgio Vieira de Mello, morreu em um atentado terrorista contra a sede do organismo em Bagdá.

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