REUTERS/Pilar Olivares
REUTERS/Pilar Olivares

Peru concede indulto humanitário a ex-presidente Fujimori por más condições de saúde

O ex-político de 79 anos cumpria 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade e corrupção, mas não irá mais para a cadeia pelo estado grave em que se encontra

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2017 | 03h11

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, outorgou neste domingo indulto humanitário ao ex-governante Alberto Fujimori (1990-2000) devido às suas más condições de saúde. O documento da Presidência da República foi divulgado enquanto Fujimori, de 79 anos, permanece internado numa clínica particular por causa de problemas de pressão arterial. 

"O presidente do Peru, em uso das suas atribuições, que lhe confere a Constituição, decidiu conceder o indulto humanitário a Alberto Fujimori", diz o comunicado da Presidência, ressaltando que a decisão se deu por causa do relatório médico apresentado após a internação.

Os médicos determinaram que o ex-presidente sofre de uma "doença progressiva, degenerativa e incurável". O documento do governo peruano diz que, dadas as condições de saúde de Fujimori, a permanência nas dependências carcerárias significaria um grave risco de vida.

O ex-presidente foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão pela autoria indireta dos massacres de 25 pessoas em 1991 e 1992, realizados pelo grupo militar secreto Colina, e o sequestro de duas pessoas em 1992.

Repercussão

O diretor-executivo para a América da organização defensora de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco, lamentou neste domingo o indulto outorgado a Alberto Fujimori, ao considerar que a decisão é o resultado de "uma negociação política vulgar".

"Em vez de reafirmar que num estado de direito não cabe um tratamento especial a ninguém, ficará para sempre a ideia de que sua libertação foi uma negociação política vulgar em troca da permanência de Kuczynski no poder", escreveu Vivanco em sua conta no Twitter.

(Com EFE)

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