Miraflores Palace/Handout via REUTERS
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Peru convoca reunião de chanceleres após eleição de Constituinte na Venezuela

Encontro, previsto para 8 de agosto, contará com representantes de ao menos 11 países, incluindo o Brasil, e foi chamado para avaliar a situação no país caribenho e o 'impacto sobre a ordem democrática' após votação boicotada pela oposição

O Estado de S. Paulo

31 Julho 2017 | 04h03
Atualizado 31 Julho 2017 | 09h54

LIMA - O governo do Peru convocou para 8 de agosto uma reunião de chanceleres latino-americanos para analisar a crise na Venezuela, após a votação para eleger os membros da Assembleia Constituinte promovida pelo presidente Nicolás Maduro no domingo.

"Frente à situação criada pelas eleições para uma Assembleia Constituinte e seu impacto sobre a ordem democrática na Venezuela, o Peru convocou uma reunião de ministros das Relações Exteriores (...) na terça-feira, 8 de agosto", em Lima, explicou o comunicado.

Por enquanto, "está prevista a presença de, entre outros, os chanceleres de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá e Paraguai", informou Lima.

A Venezuela passa há quase quatro meses por uma onda de manifestações de opositores que pedem a saída do presidente Nicolás Maduro que já deixou ao menos 119 mortos e centenas de feridos e detidos.

Apenas no domingo, durante a eleição dos membros da Assembleia Constituinte, 10 pessoas foram mortas no país, de acordo com o Ministério Público, durante enfrentamentos de manifestantes e militares em Caracas e em outras cidades do país.

A oposição boicotou a eleição para a Constituinte por considerar que o processo é "fraudulento" e servirá para que Maduro se perpetue no poder. O governo chavista alega, no entanto, que esta é a única forma de retomar a paz no país.

O Peru está entre os países que já anunciaram que não reconhecerão os resultados da votação por considerá-la ilegítima. "(A votação) viola as normas da Constituição venezuelana e contraria a vontade soberana do povo, representada pela Assembleia Nacional (de maioria opositora)", disse Lima.

Os outros governos que também não reconhecem o processo impulsionado por Maduro são México, Colômbia, Panamá, Argentina, Costa Rica, Paraguai, Espanha e Estados Unidos. A União Europeia também questionou o resultado e sinalizou nesta segunda que não deve legitimar a votação. / AFP

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