Peru detém 28 por ligação suspeita com rebeldes do Sendero Luminoso

Forças de segurança do Peru detiveram 28 pessoas acusadas de manter vínculos com o grupo rebelde Sendero Luminoso e financiar "atividades terroristas" com dinheiro proveniente do narcotráfico, entre elas o advogado de um líder insurgente que está preso, disse o governo nesta quinta-feira.

Reuters

10 de abril de 2014 | 20h21

O ministro do Interior, Walter Albán, afirmou em entrevista coletiva que a operação foi resultado de um trabalho de inteligência que provavelmente possibilitará a identificação e detenção de mais pessoas ligadas ao Sendero Luminoso.

Entre os detidos está o advogado Alfredo Crespo, defensor do chefe rebelde Abimael Guzmán que cumpre pena de prisão perpétua em uma base naval.

"Trata-se de um duro golpe ao terrorismo neste caso fazendo frente ao que implica a organização do Movadef como uma instância criada pelo Sendero Luminoso para fazer um trabalho na sociedade civil", disse Albán a jornalistas.

Os detidos são líderes do chamado Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais (Movadef), uma organização que defende os presos por terrorismo e que promove a anistia e a libertação do líder senderista Guzmán.

O presidente peruano, Ollanta Humala, disse a uma rádio local do Canadá, onde está em visita oficial, que a polícia antiterrorismo conduziu a operação "Perseos" na noite de quarta-feira em Lima e outras cinco regiões do país. As investigações estavam sendo feitas há dois anos.

"O cuidado com a democracia é uma tarefa contínua dos peruanos que acreditamos nela. Não podemos permitir que haja organizações que tentem minar a democracia e muito menos organizações que promovam atos terroristas", disse Humala à rádio local RPP.

As autoridades não deram detalhes sobre a quantidade de dinheiro envolvida no caso.

(Reportagem de Marco Aquino e Teresa Céspedes)

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