Peru inicia reconstrução de zona afetada por tremor

O Peru anunciou na segunda-feira o inícioda reconstrução das localidades mais afetadas pelo terremotoque abalou o país há cinco dias, enquanto tenta organizarmelhor a distribuição de ajuda às milhares de vítimas. O governo disse que pelo menos 300 mil toneladas de entulhoserão retiradas nos próximos dias só de Pisco, onde 80 porcento das casas, a maioria de barro, desabaram depois doterremoto de quarta-feira. O presidente Alan García informou que proporá a seusministros a criação imediata de um órgão autônomo encarregadoda reconstrução e da distribuição da ajuda humanitária quechegou de diversas partes do mundo, mas que muitas vítimasafirmam ainda não ter recebido. "Talvez esperem muito mais ajuda, mas o Estado faz opossível. Adquirimos 23 milhões de sóis (cerca de 7,3 milhõesde dólares) em alimentos em Lima, que garantem aproximadamente20 dias de alimentação para todos os que se registraram comovítimas", disse García a jornalistas. Dezenas de máquinas pesadas chegaram na segunda-feira aPisco, 250 quilômetros ao sul de Lima, para acelerar ostrabalhos de remoção dos escombros. Algumas foram trazidas debarco, devido ao mau estado das estradas por causa doterremoto. Segundo García, são 46 caminhões basculantes e 18escavadeiras, estatais ou particulares, além de elevadores ecaminhões-pipa. "Em 15 dias as ruas estarão limpas, e os terrenos das casasque caíram, planos", disse García, anunciando também umcadastro das vítimas para a distribuição de bônus que serãousados na reconstrução das casas. Em Pisco, Chincha e Ica, as cidades mais afetadas peloterremoto, ainda não foram restabelecidos totalmente osserviços básicos, e à noite é comum ver enormes fogueirasfeitas pelos moradores para se proteger do frio e da escuridão. Embora as autoridades descartem epidemias, elas mantêm adistribuição, por precaução, de máscaras aos moradores. Doentese feridos graves estão sendo transferidos para hospitais deLima. O terremoto, de magnitude 8, deixou mais de 500 mortos, milferidos e 35 mil casas destruídas, segundo dados oficiais. Asequipes de resgate continuam achando corpos, e a esperança deencontrar sobreviventes é cada vez menor. (Por Mónica Vargas)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.