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Peru pede a ministros na Unasul pelo 'freio a armamentismo'

Alan García chamou a atenção para o aumento das despesas militares verificado na região nos últimos anos

Ansa,

15 de setembro de 2009 | 16h57

O presidente do Peru, Alan García, enviou uma carta aos ministros que participam do encontro do Conselho Sul-Americano de Defesa, no Equador, nesta terça, 15, na qual sugere a adoção de medidas que possam conter o que segundo ele se configura como uma corrida armamentista na região.

 

No texto, datado de ontem, García propõe um "pacto de não agressão militar" entre os 12 membros da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

 

A cúpula desta terça-feira é dedicada justamente a debater assuntos relacionados à segurança da região, entre eles o convênio militar que a Colômbia está prestes a assinar com os Estados Unidos para ceder sete bases em seu território.

 

Como forma de dar mais transparência às informações sobre gastos militares, o presidente do Peru sugeriu que tais dados sejam publicados, com detalhes sobre manutenção, compras de armas, instalações físicas e atividades de tropas.

 

"O segredo entre nós só beneficia os grandes vendedores de armas e seus intermediários corruptores", alertou Alan García.

 

De acordo com as cifras apresentadas por ele em sua carta, nos últimos cinco anos a região destinou US$ 179 bilhões a despesas com defesa, recursos que poderiam servir para tirar da pobreza milhões de pessoas, em sua opinião.

 

Se nada for feito para reverter esse quadro, afirmou o presidente, nos próximos cinco anos "teremos gastado outros US$ 35 bilhões em novas máquinas, e os custos com a manutenção também subirão para mais de US$ 200 bilhões".

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