Peru pede ajuda internacional e ONU libera recursos

País, com mais de 500 mortos no desastre, pede urgentemente água potável, alimentos e remédios

Efe,

17 de agosto de 2007 | 16h22

As agências humanitárias da ONU começaram a desbloquear recursos para ajuda de emergência para o Peru, informou nesta sexta-feira, 17, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) em Genebra. O governo peruano pediu ajuda internacional para ajudar na recuperação do pós-terremoto, enviando água potável, alimentos e remédios.   Veja também:  Câmeras flagram momento do abalo  Vítimas do terremoto são veladas nas ruas Moradores de Pisco saqueiam caminhões Tremor de 5,5 graus gera alarme entre vítimas Exército peruano combate vandalismo ONU alerta para aumento do número de vítimas Os piores terremotos na América Latina  Galeria de fotos do desastre    O dinheiro e as equipes estão preparados e à espera, e que os números exatos serão divulgados nesta sexta após uma reunião de doadores que acontecerá em Lima.   O chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), Luis Felipe Palomino, havia pedido o suporte durante uma reunião de emergência convocada em Lima para coordenar a ajuda internacional.   Palomino considerou "fundamental" o envio de alimentos e remédios, "sobretudo vacinas antitetânicas, antibióticos e analgésicos".   Agregou ainda que se necessita de hospitais de campanha e clínicas móveis, assim como "pessoal médico profissional" nos hospitais.   Ferramentas para retirar os escombros e suprimentos como cobertores e camas para os desabrigados são as outras requisições urgentes do governo, em um zona onde "mais de 30 mil casas foram destruídas e estão inabitáveis", lembrou ele.   Por enquanto, as agências humanitárias colocaram à disposição US$ 1,45 milhão, distribuídos da seguinte maneira: US$ 100.000 da Ocha, US$ 500.000 do Programa Mundial de Alimentos (PMA), US$ 100.000 do Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud) e US$ 250.000 da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV).   Além disso, o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) colocou à disposição US$ 500.000, US$ 300.000 dos quais já foram atribuídos à primeira fase de reconstrução, mas por enquanto a ajuda deve se concentrar nos trabalhos de resgate.   Segundo as organizações humanitárias, esses recursos ajudarão a cobrir necessidades urgentes das famílias das zonas mais afetadas, e se concretizarão em alimentos, remédios, coberturas, utensílios para armazenar água e pastilhas para purificá-la.   A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, por enquanto, é muito difícil fazer previsões sobre o surgimento de doenças, mas o escritório regional para as Américas já está coordenando com as autoridades peruanas as necessidades urgentes.   A Oxfam Internacional enviou suas primeiras equipes de voluntários a Pisco e Chincha, duas das áreas mais afetadas pelo terremoto, como parte de um adiantamento de pessoal que avaliará a ajuda mais urgente às povoações atingidas das zonas rurais.   O abalo, de magnitude 8, deixou mais de 500 mortos e 1.500 feridos na costa do país.Até esta sexta-feira, o Peru recebeu auxílio destes órgãos e países:   CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL: enviou dois aviões com barracas, água e outros suprimentos; U$ 1,3 milhão para ajudar a Cruz Vermelha peruana.   ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: funcionários informam que recolheram quase U$ 1 milhão de ajuda de várias agências da ONU.   COMUNIDADE EUROPÉIA: anuncia pelo menos 1 milhão (U$ 1,34 milhão) de contribuição de agências de ajuda internacionais ao Peru.   ESTADOS UNIDOS: enviam U$ 150 mil de ajuda emergencial imediata, várias equipes de médicos e clínicas móveis e emprestam helicópteros da embaixada americana ao Peru. Autoridades americanas e peruanas decidiram não enviar o navio hospital Comfort da Marinha americana porque o Peru precisa mais de suprimentos que de médicos.   COLÔMBIA: embarcou de avião com 205 toneladas de água, remédios, lençóis e outros produtos de ajuda, e 47 trabalhadores de resgate. Outro vôo está planejado.   ARGENTINA: Está enviando de avião com 12 toneladas de abrigos de emergência e outros suprimentos, além de trabalhadores de resgate.   BRASIL: Está enviando cargas de avião com remédios, alimentos e barracas.   ITÁLIA: Doando 200.000 (U$ 168.000) à Cruz Vermelha para ajudar a distribuir kits médicos de emergência, barracas e outras ajudas a vítimas do terremoto.   ESPANHA: Enviando avião com 100 toneladas de remédios e barracas, e 30 trabalhadores de resgate. A Cruz Vermelha espanhola enviou 31 toneladas de ajuda com barracas e suprimentos financiados por governos regionais.   MÉXICO: Enviando um helicóptero da Força Aérea equipado com quatro plantas de água portáteis, além de 23 médicos e enfermeiras da Marinha e remédios. Um grupo de busca e resgate com cães da Universidade Nacional Autônoma do México também foi enviado ao Peru.   EQUADOR: envia por avião 10 mil quilos de barras energéticas, junto com um hospital de campo e suprimentos de emergência.   PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS DA ONU: enviando U$ 500 mil em alimentos que já estão no país para vítimas do terremoto e preparando novos carregamentos.

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