Peru planeja comprar equipamentos militares de China e Brasil

O Peru está em negociações para comprar tanques da China e aviões de combate do Brasil para substituir um arsenal militar "obsoleto", afirmaram autoridades do país semanas depois de acusarem o Chile de iniciar uma corrida armamentista.

REUTERS

10 de dezembro de 2009 | 09h28

O presidente peruano, Alan Garcia, criticou o Chile, país que derrotou o Peru na Guerra do Pacífico no século 19, por negociar a compra de mísseis norte-americanos e sistemas de radares.

Garcia já tentou promover uma iniciativa anti-armas na América Latina, onde países como Brasil, Venezuela e Colômbia têm fortalecido suas forças armadas.

"O governo está em negociações para adquirir uma frota de tanques fabricados na China para substituir algumas das unidades obsoletas das forças armadas", disse o ministro da Defesa, Rafael Rey, a uma rádio local.

"Trata-se de substituição de equipamentos e não de uma entrada em uma corrida armamentista incessante", disse o primeiro-ministro, Javier Velásquez, à rádio RPP.

O Peru afirma que aviões Super Tucano, fabricados pela Embraer, que o país planeja comprar serão usados no combate ao tráfico de cocaína em áreas remotas dos Andes e da floresta amazônica.

O governo peruano, que espera substituir tanques da era soviética adquiridos na década de 1970, não informou quanto espera gastar nos novos equipamentos.

O ministro da Defesa chileno, Francisco Vidal, disse que quaisquer equipamentos que o Chile comprar dos Estados Unidos custará muito menos do que a estimativa recente de 650 milhões de dólares fornecida pelo Pentágono.

Vidal disse que as compras potenciais de mísseis e sistemas de radares não influenciariam o equilíbrio militar da América do Sul.

As forças armadas do Chile se beneficiaram de anos de ganhos com o cobre, por conta de uma lei que destina a elas 10 por cento das vendas da gigante estatal de cobre Codelco. O governo enviou ao Congresso um projeto de lei que busca pôr fim aos pagamentos da Codelco.

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