Peru vai à Corte de Haia em disputa com Chile mas diz buscar paz

O Peru busca o caminho da paz e não vaiconfrontar o Chile na Corte Internacional de Haia, disse nestesábado Allan Wagner, chefe da delegação diplomática peruana quedefenderá um pedido para definir o limite marítimo entre osdois países. O governo do presidente Alan García anunciou em dezembro anomeação de Wagner como líder de uma equipe de juristas,historiadores e geógrafos que apresentarão um pedido, previstopara a segunda quinzena de janeiro, para esclarecer uma antigadisputa territorial com o Chile. A fronteira marítima entre o Peru e o Chile é uma área ricaem recursos pesqueiros no oceano Pacífico. "Esse é o caminho da paz, não vamos a Haia para brigar... Éo caminho da solução pacífica, naturalmente fazendo valer todosos direitos que o Peru tem na questão", disse Wagner à rádiolocal RPP. O Chile defende que a fronteira marítima com o Peru foidefinida em tratados assinados pelos dois países em 1952 e 1954e em sinalizações na região em 1968 e 1969. Mas Lima afirma que esses acordos não são formais, e simapenas pactos pesqueiros. "As sentenças da corte são definitivas, são inapeláveis esão de cumprimento obrigatório, porque até o Conselho deSegurança das Nações Unidas (ONU) pode tomar medidascoercitivas contra o país que decidir não pôr em prática umasentença da corte", explicou o diplomata. Wagner, diplomata de carreira, foi ministro das RelaçõesExteriores duas vezes e, entre 2004 e 2006, foisecretário-geral da Comunidade Andina (CAN), constituída porPeru, Colômbia, Bolívia e Equador. As relações entre o Chile e o Peru passaram por diferentesmomentos de tensão desde que se enfrentaram em 1879, na Guerrado Pacífico. No conflito, o Peru perdeu para o Chile parte deseu território costeiro no sul. (Por Jean Luis Arce)

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