Peruanos desafiam estado de emergência no norte e mantêm protestos

Centenas de manifestantes desafiaram nesta quarta-feira o estado de emergência imposto pelo governo no norte do Peru e entraram em confronto com a polícia, durante manifestações contra um projeto de mineração da norte-americana Newmont.

Reuters

04 de julho de 2012 | 17h41

Os confrontos deixaram, na véspera, três mortos e mais de 20 feridos.

Ninguém ficou ferido nos enfrentamentos desta quarta-feira, mas a polícia deteve um dos principais ativistas dos protestos, o ex-sacerdote católico Marco Arana, no momento em que acompanhava os manifestantes na praça principal da região de Cajamarca, disseram representantes do dirigente.

O estado de emergência, que autoriza os militares a restabelecer a ordem pública e limita a liberdade dos cidadãos, foi decretado na terça-feira pelo governo depois do episódio mais violento contra o projeto de ouro e cobre Minas Conga da Newmont Mining de estimados 5 bilhões de dólares.

Arana, líder do partido de movimentos de esquerda Terra e Liberdade e opositor ao governo do presidente Ollanta Humala, disse em sua conta no Twitter que policiais bateram nele dentro da delegacia após a sua detenção.

"Me bateram de novo, socos na cara... insultos", conseguiu escrever no Twitter. O ex-padre havia escrito previamente sobre o protesto contra a mineradora e disse que houve repressão da polícia na cidade de Cajamarca.

O desenvolvimento do projeto Minas Conga estava parado desde novembro devido à sucessão de protestos de moradores que temem que sua exploração poderá danificar as fontes de água e contaminar a região.

Há quase duas semanas, a Newmont anunciou que aceitava as recomendações de uma equipe de peritos para implementar um plano de mitigação ambiental mais severo no projeto.

(Reportagem de Marco Aquino)

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