Peruanos retiram mais corpos dos escombros após terremoto

Sobreviventes do devastadorterremoto que atingiu o Peru lutavam por escassos suprimentosde comida e água neste sábado, enquanto as equipes de resgatecontinuavam a retirar corpos dos escombros três dias após otremor ter matado mais de 500 pessoas. Uma série de tremores após o terremoto assustou osresidentes das áreas costeiras mais atingidas ao sul da capitalLima, onde pessoas desesperadas pilhavam os veículos quecarregam suprimentos de emergência e lojas atrás de comida eroupas. "O caminhões de emergência passam e a agonia de vê-los semnos dar nada nos força a pará-los e para pegar o queprecisamos", disse Reyna Macedo, de 60 anos e mãe de setefilhos, que perdeu sua casa na sexta-feira após o tremor demagnitude 8,0. As vítimas do terremotos reclamam que as provisões de águae comida estão demorando a chegar, e acusam as lojas locais deelevar os preços para explorar a escassez. A polícia e o Exército patrulham as áreas mais afetadaspelo terremoto --as cidade de Pisco, Ica e Chincha-- e opresidente Alan García avisou que os saqueadores serão punidos. Outros policiais e soldados foram mandados para as cidadesneste sábado. Mas de 33 mil famílias perderam suas casas no terremoto ecerca de mil pessoas ficaram feridas. Muitas das vítimasmorreram após suas frágeis casas feitas de tijolos de barrodesmoronarem. O terremoto de quarta-feira foi um dos piores desastresnaturais a atingir o país sul-americano no último século,destruindo estradas importantes e derrubando postes deeletricidade. Em 1970, um terremoto matou um número estimado de 50 milpessoas em avalanches de gelo e lama que soterraram a cidade deYungay.

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