Pesquisa indica empate para referendo na Venezuela

Enquete afirma que 46% são contra a reforma constitucional e 45% aprovam mudanças na Carta Magna

REUTERS

26 de novembro de 2007 | 14h30

Os esforços do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para ver aprovada uma polêmica reforma constitucional dividem os venezuelanos, mostrou uma pesquisa cujos resultados apontaram para um empate técnico entre o "sim" e o "não" no plebiscito que marcado para o próximo domingo. Na última enquete do instituto Hinterlaces, dos eleitores decididos a participar daquele pleito, cerca de 46% votariam contra a reforma da Carta Magna e 45% dariam apoio à medida. Cerca de 9% afirmaram estar indecisos ou preferiram não opinar. A reforma inclui projetos com altos índices de apoio, como a redução da jornada de trabalho e a concessão de seguridade social para os trabalhadores informais.  Mas há projetos impopulares, como a reeleição indefinida para presidente, alterações nos artigos sobre a propriedade privada e a ampliação dos poderes presidenciais. Pesquisas anteriores mostraram que Chávez, acostumado a vencer nas urnas com folga, enfrentará pela primeira vez um pleito disputado. A Hinterlaces, uma empresa normalmente vinculada à oposição, realizou a pesquisa entre os dias 20 e 24 de novembro, entrevistando 1.333 pessoas por telefone. A enquete possui margem de erro de 4,03 pontos percentuais. Os adversários do governo afirmam que a reforma constitucional aumenta em demasia as atribuições do presidente, que, caso a Carta Magna seja alterada, controlará as reservas internacionais e poderia censurar os meios de comunicação após declarado um estado de exceção. A oposição diz que Chávez quer ficar no poder para sempre. O presidente, por outro lado, diz que sua intenção é transferir mais recursos para a população e que a "revolução socialista" defendida por seu governo depende da vitória do "sim" no domingo. Em relação ao total do eleitorado, diminuiu a parcela de indecisos, de 24 para 11%. Mas não variou o quadro geral segundo o qual 51% dos consultados rechaçam a proposta de Chávez, contra 38% que votariam a favor dela.

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