Petrobras não terá prejuízo no Equador, diz Edison Lobão

Rafael Correa ameça nacionalizar um dos campos de petróleo explorado pela empresa e expulsá-la do país

Leonardo Goy, de O Estado de S. Paulo,

06 de outubro de 2008 | 14h50

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta segunda-feira, 6, não crer que a Petrobras venha a ter algum tipo de prejuízo no Equador. Ele fez a afirmação ao comentar as ameaças feitas no fim de semana pelo presidente equatoriano, Rafael Corrêa, de expulsar do país a petrolífera brasileira. "Não acredito que haverá prejuízo para a Petrobras. No caso da Odebrecht, houve uma negociação intensa, e a companhia (brasileira) e o governo equatoriano se entenderam. O mesmo acontecerá com a Petrobras", disse o ministro.   Veja também: Itamaraty recusa-se a comentar ameaça de Correa à Petrobrás Correa diz não querer volta da Odebrecht   Lobão fez as declarações em entrevista coletiva à imprensa, convocada pelo ministro para tratar de um encontro internacional de pequenos mineradores que começará nesta segunda na cidade de Luziânia, em Goiás.   Correa ameaçou no domingo nacionalizar um dos campos de petróleo explorado pela Petrobras e expulsar a empresa do país, como fez com a construtora Odebrecht no dia 23, caso a companhia brasileira não assine em breve a renegociação de seu contrato.   "Eu me reuni com a Petrobras e chegamos a um acordo muito claro, mas eles estão demorando demais para cumpri-lo", afirmou. "Ou cumprem as exigências ou vão embora do Equador. Não estamos pedindo esmolas, estamos pedindo justiça", continuou.   A licença de operação do campo foi concedida em 1995, apesar de estar localizado em uma zona sensível da Amazônia. A Petrobrás e o governo de Quito concordaram no mês passado com a transferência do controle do bloco.    O ministro brasileiro afirmou que a Petrobras está recebendo "assistência plena" do Itamaraty nas negociações com o governo do Equador. "O assunto está sendo tratado do ponto de vista diplomático", declarou.   Lobão reafirmou que os investimentos no setor de energia não deverão ser afetados pela crise financeira internacional. "Não haverá falta de recursos para o setor de energia, devido ao interesse do mundo em não deixar faltar energia", disse.   A uma pergunta se o setor estaria blindado, Lobão respondeu que sim. O ministro afirmou que, apesar da crise financeira mundial, haverá interessados, no próximo ano, em investir no projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Pará).

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