Petroecuador ameaça cancelar contratos com empresas

O Equador produz cerca de 530 mil barris diários de petróleo. Mais da metade pertence à Petroecuador

EFE,

02 de novembro de 2007 | 04h20

A estatal petrolífera equatoriana, Petroecuador, anunciou nesta quinta-feira, 1º, que vai empreender ações contra as companhias privadas que endividem o Estado e ameaçou cancelar os contratos se for comprovado o descumprimento da lei. A Petroecuador anunciou que na próxima quarta-feira "iniciará os processos, se necessário pedindo a caducidade dos contratos com as companhias petrolíferas operadoras que tenham descumprido a Lei 0-42". A norma estabelece que as companhias petrolíferas estrangeiras devem entregar ao Estado 50% dos lucros extraordinários obtidos pelo preço do barril de petróleo equatoriano. O presidente-executivo da Petroecuador, Carlos Casal, lembrou que o prazo para a entrega desses recursos venceu na quarta-feira. "A partir desta quinta-feira, 1º, a Unidade de Administração de Contratos tem um prazo de 48 horas para informar as companhias em atraso", acrescentou. Casal afirmou que a dívida das operadoras privadas com o Estado chega a US$ 236 milhões e o prazo para o pagamento "já venceu". "Hoje concedemos um prazo interno para a Unidade de Administração de Contratos cruzar informação com o Banco Central e relatar quantas companhias pagaram a sua dívida", disse Casal. Além disso, esclareceu que algumas companhias operadoras se aproximaram para tentar negociar o pagamento. "Mas isto tem que se concretizar em documentos válidos", exigiu. "Espero não ter de chegar a nenhum extremo, que todas estejam em dia e que não haja inconvenientes", disse Casal. O Equador produz cerca de 530 mil barris diários de petróleo. Mais da metade pertence à Petroecuador, e o resto é dividido entre companhias privadas. O petróleo é a principal fonte de renda do país.

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