Piedad Córdoba entrega provas de vida de reféns das Farc

Em um vídeo, 10 seqüestrados pelo grupo guerrilheiro se dirigem a seus familiares

Efe,

11 de março de 2008 | 01h17

A senadora opositora colombiana Piedad Córdoba, que mediou ao lado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a libertação de vários reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), chegou nesta segunda-feira, 10, a Bogotá procedente de Caracas e entregou provas de sobrevivência aos familiares de seqüestrados da guerrilha. Veja tambémPor dentro das Farc Entenda a crise na América Latina  Histórico dos conflitos armados na região  Córdoba visitou a casa de Magdalena Rivas, mãe do tenente de Polícia Elkin Hernández, onde se reuniram os familiares de outros seqüestrados das Farc para assistir a um vídeo no qual eles se dirigem a seus parentes. "É uma voz de esperança, porque o mais importante é seguir trabalhando na direção do acordo humanitário, juntar as duas partes para que esse acordo aconteça o mais rápido possível", manifestou a parlamentar. Foram exibidas provas de vida do capitão do Exército Edgar Duarte Valero, do tenente Elkin Hernández Rivas, do sargento de Polícia Luis Alberto Eraso Maya, do agente Álvaro Moreno, do cabo José Martínez Estrada, do soldado William Giovanni Domínguez Castro, dos policiais Juan Fernando Galicio Uribe, Walter José Lozano Guarniso e Alexis Torres Zapata, e do cabo Pablo Emilio Moncayo Cabrera. No vídeo, os seqüestrados agradecem os trabalhos de Chávez e Córdoba e defendem um acordo humanitário que permita libertar as 40 pessoas que seguem cativas. Na casa da família Hernández, em um bairro do sul de Bogotá, também se reuniram as mães do soldado Domínguez e dos policiais Moreno e Torres, entre outros reféns. "Acho que me distingui neste processo por não falar mais do que o necessário e não fazer disto um show, porque é algo muito doloroso para o país", expressou a senadora. Morte de guerrilheiro Piedad Córdoba também colocou em dúvida a veracidade das declarações do guerrilheiro Pablo Montoya, conhecido como "Rojas", que confessou ter matado o guerrilheiro conhecido como "Ivan Ríos", um dos sete membros do Secretariado (comando) das Farc. "Rojas", responsável pela segurança de "Ivan Ríos", admitiu na sexta-feira que no dia 5 de março cometeu o crime no limite entre Caldas e Antioquia (oeste). Além disso, assinalou que pretende receber os US$ 2,5 milhões oferecidos pelas autoridades colombianas como recompensa para cada líder das Farc que ajudarem a deter. "Rojas" negou ainda que "Ivan Márquez", outro membro do Secretariado das Farc, está na Venezuela, e que o fundador e chefe máximo da guerrilha, Pedro Antonio Marín ("Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo"), pode estar nesse país. "Essas declarações não merecem nenhuma credibilidade", afirmou Piedad Córdoba.

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