Piedad defende sua gestão para troca humanitária com as Farc

Senadora diz que vai processar cônsul da Colômbia por afirmar que ela conspirou com guerrilheiro

Associated Press,

28 de novembro de 2007 | 01h47

A senadora Piedad Córdoba defendeu nesta terça-feira, 27, sua gestão perante as Farc e anunciou que processará um cônsul da Colômbia nos EUA por afirmar que ela estava conspirando com o guerrilheiro Simón Trinidad, preso no país. Veja também:Farc: Troca de prisioneiros só será possível sob novo governoChávez retira embaixador venezuelano da ColômbiaChávez diz que Uribe usava 'máscara' e 'não quer paz'Chávez 'congela' relações com Espanha e ColômbiaColômbia põe fim à mediação de Chávez para libertar reféns das Farc Córdoba, que facilitava uma troca com a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, explicou em um debate no Senado todo o processo de sua reunião no mês passado com Simón Trinidad, detido em uma prisão em Washington desde 2004. demandar O encontro foi presenciado por vários funcionários federais e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. "Irei aos Estados Unidos para processar o funcionário do consulado da embaixada colombiana que disse (as autoridades em Bogotá) que eu estava conspirando com Simón Trinidad" contra o governo colombiano, informou a legisladora. A senadora disse que iria aos Estados Unidos para limpar seu nome porque é considerada terrorista naquele país. "Isto não é certo", enfatizou. Córdoba expôs por mais de uma hora o processo que realizou junto com o presidente venezuelano Hugo Chávez ante as Farc a fim de chegar a uma troca humanitária. O acordo humanitário buscava a troca de 46 reféns em poder das Farc, alguns por quase 10 anos, incluindo três norte-americanos, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e sua diretora de campanha Clara Rojas e seu filho nascido em cativeiro, policiais e soldados. A senadora e Chávez, que iniciaram seu trabalho de mediação em agosto, fizeram alguns contatos com as Farc. Mas um telefonema deles com o comandante do exército de Colômbia, general Mario Montoya, levou o presidente Alvaro Uribe a suspender o processo na semana passada.

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