Ignacio Vasquez/AP
Ignacio Vasquez/AP

Piñera apresenta futuro gabinete de governo no Chile

Equipe inclui apenas um ex-ministro da Concertação, o que gerou críticas entre governistas

Agência Estado,

10 de fevereiro de 2010 | 12h47

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, apresentou na terça-feira, 9, os 22 integrantes de seu futuro gabinete. A equipe inclui um ex-ministro da Concertação, o que gerou críticas entre os atuais governistas.

 

Piñera, um multimilionário que estudou Economia e obteve um doutorado em Harvard, designou um gabinete integrado por 13 independentes, 4 militantes da ultradireitista União Democrata Independente (UDI) e da Renovação Nacional (RN), além de Jaime Ravinet, um ex-ministro da Habitação e da Defesa do presidente socialista Ricardo Lagos (2000-2006). A RN e a UDI foram os pilares civis da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

 

Ravinet disse que deixou na terça-feira o Partido Democrata Cristão, da Concertação. O partido antes havia decidido que fará oposição ao próximo governo.

 

O ministro do Interior será o advogado e ex-chefe de campanha de Piñera, Rodrigo Hinzpeter. O futuro chanceler será Alfredo Moreno, um engenheiro civil, com mestrado em administração na Universidade de Chicago. A Fazenda ficará nas mãos de Felipe Larraín, engenheiro com estudos de pós-graduação nos EUA.

 

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Piñera, de 60 anos, agradeceu a presidente Michelle Bachelet e aos três presidentes da coalizão de centro-esquerda Concertação, que governa o país há 20 anos. O presidente eleito disse que recebeu "sábios conselhos" deles e que pode consultá-los na hora de tomar decisões importantes.

 

No gabinete de Piñera há 16 homens e seis mulheres. Treze dos futuros ministros têm pós-graduação no exterior, a maioria nos EUA. Piñera assume o poder em 11 de março, para um mandato de quatro anos.

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