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Piñera assume em meio a réplica de tremor e alerta de tsunami

Terra treme a 20 minutos da posse, enquantos deputados e senadores assumiam; Congresso é evacuado

estadao.com.br,

11 de março de 2010 | 11h51

Presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Paraguai, Fernando Lugo se assustam. Marcos Fredes/Reuters 

VALPARAÍSO  - Uma forte replica de magnitude 6,9 atingiu a zona central do Chile a 20 minutos da cerimônia de posse do presidente eleito, Sebastián Piñera. O tremore  aconteceu a 137 km de Valparaíso, onde aconteceu a cerimônia, e a 147 km de Santiago, segundo o Serviço Geológico dos  EUA (USGS, na sigla em inglês). Vários jornalistas e convidados se assustaram e  Congresso foi evacuado após a posse .

 

Um alerta de tsunami foi emitido. Por volta das 15h45, porém, a Marinha chilena retirou o aviso e o manteve apenas para a Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico. A magnitude do terremoto, antes de 7,2 foi revista para 6,9.

 

Segundo a agência sismológica americana, a primeira réplica ocorreu às 11h39 e atingiu 5,1 graus na escala Richter. Depois, ocorreu o tremor de magnitude 6,9 e outros dois de 6,9 e 6,0.

 

Enquanto a terra tremia, os novos deputados e senadores chilenos tomaram posse no Congresso e elegeram os presidentes das duas casas. O democrata cristão Jaime Pizarro, que comandará o Senado, passará a faixa presidencial a Piñera. A Câmara será presidida por Alejandra Sepúlveda, do Partido Regional Independente (PRI).

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Ao lado de Bachelet e dos representantes dos outros dois poderes, Piñera fez o juramento. Às 12h19, a presidente passou a faixa para o chefe do Congresso e ele a passou para o sorridente Piñera, aplaudido por todo o Congresso.

 

Durante sua campanha, Piñera prometeu gerar um milhão de novos empregos, acelerar o crescimento econômico para uma média de 6% ao ano e combater a criminalidade. Piñera assumiu o posto ocupado até então por Michelle Bachelet, que encerra seu mandato com aprovação recorde de 84%, apesar das duras críticas recebidas pela resposta do governo ao terremoto do fim de fevereiro.

  

Preocupação

 

Pouco depois de sua posse, Piñera pediu à população das regiões litorâneas que fosse para locais mais altos. No terremoto do fim de fevereiro, os residentes da costa não foram alertados do tsunami.  Segundo o presidente, as réplicas que ocorreram durante a cerimônia de posse causaram "danos significativos" na área de Rancágua, ao sul de Santiago. "Os danos ococrridos em Rancágua são significativos. Neste instante, nossas equipes de emergência estão sendo enviadas e vamos ter uma avaliação mais precisa dos danos pela tarde", disse Piñera, que já decretou estado de catástrofe na região de Libertador O'Higgins.

 

Dezenas de moradores da cidade de Constituición deixaram suas casas assustados com as fortes réplicas desta quinta. Militares e policiais coordenaram o tráfego de pessoas e veículos para as partes mais altas da cidade, que fica 160 quilômetros ao sul de Santiago. Constituición tem cerca de 50 mil habitantes e teve quatro de cada cinco casas destruídas no terremoto de 27 de fevereiro.

 

 Em Cerro Castillo, dezenas de pessoas olhavam o Rio Maule esperando por sinais de um tsunami, mas o estuário não apresentava movimento anormal. De acordo com informações da rádio Bío-Bío, todas as pessoas próximas à zona costeira deixaram suas casas com tranquilidade e em ordem, e só retornarão após as autoridades derem garantias de segurança.

 

Em Santiago, pessoas que trabalham em edifícios e sentiram o abalo foram às ruas. Algumas delas não conseguiam esconder o nervosismo pela situação, chegando a desmaiar. Os colégios da capital interromperam as aulas, e pais foram às pressas buscar seus filhos. Trens e metrôs se deslocaram lentamente, e alguns serviços de comunicações foram cortados, como o de telefonia celular.

 

 As autoridades não agiram rapidamente para restaurar a ordem e aliviar o sofrimento das vítimas, na opinião de vários analistas.

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