HO/Chilean Presidency / AFP
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Piñera condena abusos cometidos pela polícia no Chile

"Houve uso excessivo da força, foram cometidos abusos ou delitos e não se respeitaram os direitos de todos", reconheceu o presidente.

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2019 | 23h06

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, condenou pela primeira vez neste domingo (17) os abusos cometidos pela Polícia nas manifestações multitudinárias que sacodem o Chile há um mês e saudou o acordo feito com o Congresso para convocar um plebiscito para redigir uma nova Constituição.

"Houve uso excessivo da força, foram cometidos abusos ou delitos e não se respeitaram os direitos de todos", reconheceu o presidente em pronunciamento à Nação, do palácio presidencial, na véspera de se completar um mês da crise que deixou 22 mortos e milhares de feridos, prestando condolências às famílias das vítimas.

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No discurso, Piñera ainda comemorou a oportunidade de redigir uma Constituição que substituirá a vigente desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

"Se a cidadania assim o decidir, avançaremos para uma nova Constituição, a primeira na democracia", afirmou o presidente.

 

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