Piñera, da oposição, lidera eleição no Chile--pesquisas

O multimilionário chileno Sebastián Piñera, da oposição, deve vencer a eleição presidencial deste domingo no país, passando para o segundo turno com ampla vantagem. Uma vitória final do candidato encerrará duas décadas de governos de centro-esquerda no país.

GABRIELA DONOSO Y ANTONIO DE LA JARA, REUTERS

13 de dezembro de 2009 | 22h08

Pesquisas do Canal 13 e Universidad Católica davam a Piñera 44 por cento dos votos, o que o levaria a um segundo turno com o candidato do governo, o ex-presidente Eduardo Frei, que teria conseguido 30 por cento.

Os números concidem com estimativa da rádio Bío-Bío, que dava a Piñera -um empresário com uma fortuna de 1 bilhão de dólares, segundo a revista Forbes, e que propõe mais incentivos ao setor privado - 44 por cento da preferência dos votos e 29,3 por cento a Frei.

O bloco Concertación governa o Chile desde 1990, depois de uma ditadura que durou 17 anos liderada pelo general Augusto Pinochet, morto em 2006. Uma vitória de Piñera no segundo turno marca a volta da direita ao poder por priemira vez desde a ditadura, com a qual colaborou.

"Necessitamos renovação. Por isso voto por Piñera. Acredito que depois de 20 anos, ele pode fazer muito melhor...", disse Silvia Estrada, dona-de-casa de 42 anos, que votou na nobre região de Las Condes, na capital Santiago.

Os votos começaram a ser apurados depois das 17h (hora de Brasília), quando se encerrou a eleição que também renovará parcialmente senadores e deputados no Congresso.

A presidente Michelle Bachelet entregará o poder no dia 11 de março de 2010 e é a mais popular líder nos governos da Concertación. Sua popularidade, no entanto, não se refletiu em votos a Frei.

"Todos sabemos que haverá um segundo turno, portanto este primeiro turno será muito importante, mas sem dúvida teremos uma nova jornada", disse Bachelet depois de votar.

Frei, de 67 anos, governou o país entre 1994 e 2000.

(Com reportagem de Alonso Soto e Rodrigo Martínez)

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