Roberto Candia/AP
Roberto Candia/AP

Piñera sai na frente, mas apuração confirma 2º turno no Chile

Com 59% da apuração, direitista conquista 44% dos votos, enquanto candidato oficial Frei aparece com 30%

Reuters e Efe,

13 de dezembro de 2009 | 18h49

O multimilionário opositor de direita, Sebastian Piñera, deve ir a segundo turno no Chile com o candidato oficial, Eduardo Frei, segundo os primeiros resultado das eleições presidenciais deste domingo, 13. Com cerca de 59% das urnas apuradas, Piñera tem quase 44% dos votos, enquanto Frei conquista 30%. Os resultados confirmam as pesquisas de boca de urna, que também já davam como certo um segundo turno em 17 de janeiro.

 

Para que um candidato conquiste a presidência no Chile em primeiro turno, deve conquistar maioria absoluta. À noite, o candidato independente de esquerda Marco Enriquez-Ominami, terceiro na corrida presidencial, afirmou que não apoiará ninguém em segundo turno. "Não tenho responsabilidade nenhuma", afirmou a seus partidários.

 

Pouco mais de oito milhões de chilenos foram convocados para escolher o presidente que sucederá a socialista Michelle Bachelet durante os próximos quatro anos. Além disso, renovarão metade do Senado, de 38 membros, e a totalidade da Câmara dos Deputados, de 120 assentos.

 

As eleições tiveram pequenos incidentes. A morte de um homem de 79 anos por uma parada cardiorrespiratória em um colégio votação e o assalto à sede do comitê de candidatura de um deputado alteraram hoje o início do dia da votação, que em geral transcorreu com normalidade. O idoso sofreu a parada cardiorrespiratória em um colégio eleitoral da cidade de Concepción, a 515 quilômetros ao sul de Santiago, e chegou a ser levado de ambulância para um hospital próximo, onde não resistiu.

 

VEJA TAMBÉM:
ANÁLISE: Diferença entre esquerda e direita é pequena no Chile, diz especialista
\"documento\" PEFIL: Conheça os três principais candidatos
\"mais FOTOS: Galeria de imagens da reta final da campanha

No caso do assalto, três indivíduos armados invadiram a sede do comitê eleitoral do candidato a deputado pela ultradireitista União Democrata Independente (UDI) Ernesto Silva, em Santiago. Cerca de 50 pessoas contratadas pelo partido estavam no local à espera de receber o pagamento por seus serviços quando os assaltantes invadiram o lugar e levaram cinco milhões de pesos (US$ 10 mil) e um computador portátil.

 

Na região de La Araucanía, a 700 quilômetros ao sul da capital, um grupo de indígenas mapuches encapuzados bloqueou uma estrada para impedir o acesso dos ônibus que transportam fiscais de mesa e eleitores.

 

Além disso, em Lota, a 545 quilômetros ao sul de Santiago, um grupo de desconhecidos apedrejou uma escola que funciona como local de votação. Também houve 11 detenções de pessoas que se negaram a assumir a função de fiscal de mesa. Outras cinco pessoas foram detidas por fazer boca de urna.

 

Texto atualizado às 22h45.

Tudo o que sabemos sobre:
Chile

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.