Pistoleiros matam prefeito mexicano

Atiradores supostamente a mando de traficantes mataram no domingo o prefeito de uma pequena cidade do norte do México, na mesma região onde dois carros-bomba explodiram na semana passada e onde 72 imigrantes foram mortos numa chacina.

REUTERS

30 de agosto de 2010 | 09h00

O prefeito Marco Antonio Leal foi baleado em sua picape, e sua filha de 4 anos ficou levemente ferida, segundo um porta-voz da prefeitura de Hidalgo, localidade rural no Estado de Tamaulipas, perto do golfo do México.

Não está claro por que Leal, membro do partido oposicionista PRI, foi atacado. Mas Tamaulipas se tornou neste ano um dos lugares mais violentos do país por causa da disputa entre o cartel do Golfo e a facção dissidente Zetas pelo controle das rotas de envio de drogas para os Estados Unidos.

Leal havia passado a manhã de domingo numa reunião de prefeitos do PRI com o governador eleito do Estado, também membro do partido.

Meses atrás, granadas foram atiradas na prefeitura de Hidalgo. Um ex-prefeito, também do PRI, escapou por pouco de um atentado neste mês.

O presidente Felipe Calderón, do conservador Partido Ação Nacional, condenou o ataque e prometeu manter a luta contra os traficantes.

"Este crime covarde e os recentes fatos violentos repreensíveis na região fortalecem nosso compromisso de continuar combatendo os grupos criminais que buscam aterrorizar famílias (em Tamaulipas)", disse Calderón em nota.

No começo do mês, pistoleiros mataram um prefeito do mesmo partido de Calderón perto da próspera cidade industrial de Monterrey, no vizinho Estado de Nuevo León.

Na sexta-feira, dois carros-bomba explodiram em Ciudad Victoria, capital de Tamaulipas. Três dias depois fuzileiros navais encontraram em uma fazenda 72 corpos de imigrantes.

As bombas acionadas na sexta-feira eram modestas e não deixaram feridos, mas causaram danos a edifícios.

No sábado, três granadas explodiram no centro da localidade industrial de Reynosa, também em Tamaulipas, na fronteira com o Estado norte-americano do Texas. Houve 15 feridos, segundo a prefeitura local.

Em junho, um popular candidato ao governo de Tamaulipas foi morto, no pior assassinato político em 16 anos.

Mais de 28 mil pessoas já morreram desde o final de 2006, quando Calderón tomou posse e mobilizou militares para enfrentar os traficantes. A violência, causada também devido a disputas entre os cartéis das drogas, assusta turistas e investidores, no momento em que o México se recupera da sua pior recessão desde 1932.

(Reportagem de Robin Emmott)

Tudo o que sabemos sobre:
MEXICOPREFEITOMORTE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.