Pobres não devem pagar pela crise dos ricos, diz Evo

Presidente boliviano se encontra com Lula em Manaus; crise 'mostra que capitalismo não é solução', afirma

Efe,

30 de setembro de 2008 | 15h16

O presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou nesta terça-feira, 30, a Manaus para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os chefes de Estado do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez, e reiterou que "os pobres não devem pagar pela crise dos ricos". Evo lembrou, em declarações a jornalistas, sua recente participação na Assembléia Geral da ONU, na qual condenou o atual sistema financeiro mundial, e insistiu que "onde está o capitalismo, há saque, exploração e pobreza."   Veja também: Lula se encontra com Chávez, Evo e Correa em Manaus   A crise financeira mostrou que "o capitalismo não é nenhuma solução para a humanidade", continuou Evo, acrescentando que as turbulências dos mercados serão um dos assuntos centrais em sua reunião desta terça com Lula, Correa e Chávez.   Evo reconheceu que, na Bolívia e nos outros países em desenvolvimento, a crise financeira internacional fará estragos maiores do que nas nações mais ricas. No entanto, afirmou que seu Governo começou a se preparar para enfrentar o fenômeno do capitalismo e disse que um dos primeiros passos nesse sentido foi a nacionalização de todos os hidrocarbonetos, decretada em maio do ano passado.   "Na Bolívia, nacionalizamos para que o povo tenha dinheiro", disse Evo, acrescentando, com certa ironia, que, "nos Estados Unidos, querem nacionalizar a dívida e a crise das pessoas que têm mais dinheiro". Além de se reunir com Lula, Chávez e Correa, Evo terá uma reunião particular com o presidente brasileiro, e depois do encontro voltará a La Paz ainda nesta terça.

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