Polícia do México encontra 51 corpos de vítimas do narcotráfico

Fossas clandestinas teriam sido usadas por grupos de narcotraficantes que atuavam na região de Monterrey

Agência Estado

24 de julho de 2010 | 10h19

CIDADE DO MÉXICO - Os corpos de mais de cinquenta pessoas assassinadas foram encontrados entre sexta e sábado, 24, em nove fossas clandestinas na periferia de Monterrey, terceira maior cidade do México, segundo autoridades do país.

Os investigadores utilizavam maquinário pesado para buscar mais corpos, e as fotografias mostraram algumas manchas negras no chão, o que sugere que algumas pessoas teriam sido queimadas.

O procurador de Justiça do Estado de Nuevo León, onde fica Monterrey, Alejandro Garza y Garza, disse que a maioria dos corpos tem diferentes tipos de tatuagens que não deram indícios suficientes sobre o pertencimento ou não dos mortos a algum cartel ou outro. Ele acrescentou que 48 das vítimas eram homens e três, mulheres. A procuradoria-geral, por sua vez, disse que vai enviar reforços para a busca.

 

Um porta-voz do governo de Nuevo León, que faz fronteira com o Texas, disse que alguns dos cadáveres estavam esquartejados. Sabe-se que os cartéis de droga mexicanos usam líquidos corrosivos, fogo, cal viva e outros métodos para destruir corpos e impossibilitar sua identificação.

Ao que parece, as fossas clandestinas, que foram descobertas na última quinta, eram usadas por grupos de narcotraficantes que atuavam na região. A guerra contra o tráfico de drogas no México já causou mais de 24,8 mil mortes desde que o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra os cartéis após assumir o cargo, em dezembro de 2006.

O cartéis costumam utilizar fossas para desfazerem-se de suas vítimas. Em maio, a polícia de Taxco, no Estado mexicano de Guerrero, descobriu 55 corpos em uma mina de prata abandonada.

As informações são da Associated Press.

 

Atualizado às 18h56

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