Polícia reprime manifestantes pró-Zelaya em Tegucigalpa

Protestos ocorrem no momento em que representantes do líder deposto se reúnem com governo de facto

estadao.com.br,

07 de outubro de 2009 | 16h11

As forças militares de Honduras entraram em confronto com simpatizantes do presidente deposto Manuel Zelaya nesta quarta-feira, 7, em frente à embaixada brasileira em Tegucigalpa momentos antes do início da reunião entre representantes do líder deposto e do governo de facto em busca de uma solução para a crise política do país, informou a agência de notícias AFP.

 

Veja também:

linkBrasileiro em missão da OEA diz que volta de Zelaya é 'inegociável'

linkHonduras: retorno de Zelaya à Presidência é entrave nas negociações

linkOperação de guerra do Exército cerca embaixada 

linkComitê denuncia abusos do governo de facto 

especialEspecial: O impasse em Honduras   

 

Cerca de 150 manifestantes da Frente de Resistência Contra o Golpe de Estado de 28 de Junho gritavam frases a favor do presidente deposto, como "Zelaya, o povo se levanta" e "Zelaya, amigo, o povo está contigo". Zelaya está abrigado na embaixada brasileira há mais de duas semanas.

 

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o protesto. Segundo o comissário policial Daniel Molina, a multidão estava "violando o decreto" que restringe as garantias constitucionais e "estavam violando os direitos dos demais" à livre circulação.

 

Tegucigalpa se encontrava nesta quarta-feira virtualmente militarizada por conta da reunião entre os representantes de Zelaya e os de Roberto Micheletti, líder do governo de facto, supervisionado por chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

Enquanto o encontro ocorre em um hotel na capital, Zelaya permanece abrigado na embaixada brasileira, que está rodeada pelo militares. Na região leste da capital, estudantes também protestavam a favor do líder deposto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.