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Polícia reprime protesto contra golpe em Honduras

Ato pró-Manuel Zelayade é dispersado com gás lacrimogêneo; segundo testemunha, vários ficaram feridos

29 de junho de 2009 | 16h42

Forças policiais lançaram gás lacrimogêneo e entraram em confronto contra centenas de partidários do presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, que permanecem em frente ao palácio presidencial em Tegucigalpa desde domingo. Com o apoio de dois helicópteros, os policiais desmontaram vários piquetes que obstruíam o acesso à residência oficial e detiveram um número indeterminado de pessoas, calculado em quase 30 por organizações sociais. Segundo a agência France Presse (AFP), a ação policial deixou vários manifestantes feridos.

 

Cerca de 200 agentes desalojaram membros de agrupamentos da sociedade civil, nos primeiros incidentes importantes desde que o presidente Zelaya foi tirado da Presidência e do país, no domingo. Várias pessoas tiveram que ser transportadas para hospitais por causa dos gases que inalaram, embora até o momento em número reduzido, de acordo com a agência Efe.

 

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Um repórter da AFP disse ter ouvido "vários disparos" vindos de policiais. "Há feridos por toda a parte: pessoas, militares, policiais", acrescentou o jornalista, que definiu o cenário como uma "batalha". Pelo menos oito caminhões do Exército entraram na Casa Presidencial para aumentar a vigilância dentro e nos arredores do lugar.

 

Pouco antes, 27 pessoas tinham sido presas em outros confrontos entre os seguidores de Zelaya e a polícia, segundo o presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos em Honduras (CODEH), Andrés Pavón. Ele disse que pelo menos 12 estudantes identificados e 15 taxistas foram detidos na operação policial.

 

Os manifestantes tinham passado a noite em vigília no lugar, apesar do toque de recolher decretado por Roberto Micheletti, que foi nomeado no domingo, em substituição a Zelaya. Fontes da Presidência consultadas pela Efe indicaram que não tinham informação sobre detidos e o que estava ocorrendo fora da sede de governo.

 

Texto atualizado às 19h30.

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