Polícia resgata dois jornalistas desaparecidos no sul do México

Repórteres cobriam caravana humanitária que foi atacada; dois ativistas morreram na emboscada

30 de abril de 2010 | 23h06

Efe

 

OAXACA- Os jornalistas Erika Ramírez e David Cilia foram resgatados nesta sexta-feira, 30, pela polícia, de uma região onde se escondiam dos francoatiradores que na terça passada mataram dois ativistas que faziam parte de uma caravana de ajuda humanitária no estado de Oaxaca, no sul do México.

 

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Ramírez, que está ferido, e Cilia, foram encontrados às 23h local (1h de Brasília) e transferidos para a cidade de Santiago Juxtlahuaca, onde se encontraram com suas famílias.

 

Ambos ingressaram depois em um hospital público, informou o vice-procurador de Justiça na região de Mixteca, Wilfrido Almarez.

 

Cerca de 80 agentes da Polícia Estatal de Oaxaca iniciaram na tarde de quintaa busca pelos dois repórteres da revista Contralínea, em vários veículos de patrulha, com o apoio de um helicóptero. Os dois estavam escondidos desde terça nos arredores da comunidade de San Juan Copala.

 

Neste dia, um grupo de desconhecidos abriu fogo contra a caravana humanitária, integrada por 40 pessoas, entre ativistas mexicanos e estrangeiros, que levavam alimentos à população de San Juan, acossada há várias semanas pela violência de rivais políticos armados.

 

Ramírez e Cilia cobriam a caravana humanitária quando foram surpreendidos pelos disparos, que mataram a ativista mexicana Beatriz Alberta Cariño e o finlandés Jyri Jaakkola.

 

Enquanto os demais integrantes do comboio conseguiram fugir, os dois jornalistas e outros dois ativistas se esconderam em uma área montanhosa. Os ativistas conseguiram sair na tarde de quinta do lugar, com um vídeo como prova de que os repórteres estavam vivos.

 

David Cilia levou um tiro em uma perna, mas seu estado é estável, enquanto Erika está ilesa, mas após ter sido examinada, os médicos resolveram hospitalizá-la para observação.

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