Polícia retira à força professores acampados em Buenos Aires

Greve dura dois meses e se agravou há duas semanas, quando docentes incendiaram a sede do Conselho Provincial de Educação

Efe,

24 de junho de 2011 | 01h47

BUENOS AIRES - A Polícia retirou à força na noite de quinta-feira, 23, os docentes da província argentina de Santa Cruz, em greve há dois meses, que haviam montado um acampamento em uma avenida de Buenos Aires para dar visibilidade a seu protesto e reivindicar ao Governo nacional para intervir no conflito.

 

O acampamento foi montado pela tarde em frente à sede do Ministério do Trabalho, após uma reunião que mantiveram com funcionários de segundo escalão da pasta liderada por Carlos Tomada, segundo explicou à Agência Efe o secretário de Finanças da Associação de Docentes de Santa Cruz (Adosac), Ezequiel Alós.

 

Os professores, em greve por motivos salariais, solicitaram a intervenção do Ministério, que por meio de um comunicado afirmou "não possuir competências para intervir", porque "o conflito continua tendo jurisdição provincial".

 

Os cerca de 50 professores de Santa Cruz, filiados a organizações políticas, como o Partido Operário, tinham anunciado que manteriam o protesto pelo menos até sábado, mas agentes da Polícia Federal pediram que levantassem o acampamento que cortava várias faixas de uma importante avenida.

 

Diante da recusa dos sindicalistas, a força de segurança os reprimiu com canhões de água, segundo divulgou a televisão local, pela qual se pôde ver várias pessoas feridas.

 

Há poucos dias, o Governo da província de Santa Cruz decretou um aumento salarial de 25%, rejeitado pela Adosac, que exige reajuste de 50%.

 

Após este anúncio oficial, alguns professores voltaram a dar aulas em escolas do distrito sulista, mas a maioria deles mantém as atividades paralisadas.

 

Após dois meses de protestos com o bloqueio temporário de vias de acesso a instalações petrolíferas de Santa Cruz, uma das mais importantes províncias produtoras de hidrocarbonetos do país, o conflito se agravou há duas semanas, quando docentes incendiaram a sede do Conselho Provincial de Educação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.