População do Haiti se comunica com mundo via Web

Primeiros relatos de catástrofe chegaram via Twitter; doações para vítimas também podem ser feitas online

Rodrigo Martins e Tatiana de Mello Dias,

13 de janeiro de 2010 | 19h02

Mesmo com problemas na internet causados pelos terremotos – luz e telefone também estavam intermitentes –, a população do Haiti encontrou nas redes sociais da web, especialmente no Twitter, uma forma de informar parentes no exterior, ajudar outros haitianos com informações, pedir ajuda ou mesmo mostrar desespero.

 

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Os primeiros relatos, fotos e vídeos, na terça-feira à noite, chegaram antes que as agências de notícias conseguissem informações mais precisas. Esses testemunhos e imagens foram reproduzidos em sites noticiosos pelo mundo afora. O conteúdo mostrava o drama de quem via construções caindo, corpos pelo chão e desespero.

 

“Estou na frente de casa vendo meu carro balançar. A casa está indo abaixo”, relatou a usuária @isabelleMorse. “Vi muitos corpos ao longo do caminho”, descreveu @troylivesay. “As pessoas estão desesperadas e gritando... Muitas delas, em grupos grandes, cantam e rezam”, relatou @RAMHaiti.

 

O uso intensivo da internet pelas pessoas tornou-se comum em grandes tragédias como a do Haiti. Num primeiro momento, vêm as lamentações. Aos poucos, a comoção ganha corpo: começa com a adoção de um símbolo no avatar (no Twitter ou no Facebook), até surgirem manifestações mais concretas para reunir informações das vítimas e tentar ajudá-las.

 

No Brasil, após o ocorrido, o Orkut foi o principal canal de informações. O coronel gaúcho Leonardo Araújo posta notícias sobre a missão brasileira desde 2004. Após o terremoto, muitos brasileiros contataram ele pelo Orkut para conseguir informações de parentes.

A enfermeira Tatiane Vilela, casada com um militar brasileiro que sobreviveu ao terremoto, diz que houve problemas para falar nos telefones disponibilizados pelo Itamaraty. Só conseguiu falar com o marido porque ele ligou, via Skype, durante a madrugada. Depois, ela postou a informação na comunidade sobre a missão brasileira.

 

No Facebook, duas grandes comunidades tornaram-se a grande fonte de informações sobre o Haiti. Como a rede social é muito popular na América Central, muitos aproveitaram para procurar por notícias de conhecidos. Os usuários também postam sites, contas bancárias e formas de arrecadar donativos.

 

Pela internet, é possível arrecadar fundos em todo o mundo. Grandes entidades como a Oxfam America, Yele Haiti Fund, Cruz Vermelha e Mercy Corps têm um sistema de doações via cartão de crédito. Basta entrar no site delas, escolher a quantia e pagar como em qualquer transação online.

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