Popularidade de presidente do Equador cai perto de baixa recorde

A percepção de que o estilo de governo dopresidente equatoriano Rafael Correa é muito agressivo derrubousua popularidade para perto da mínima recorde, em um sinal deque ele pode precisar de um consenso mais amplo para pressionarpor sua agenda de esquerda. Uma pesquisa Cedatos-Gallup divulgada nesta quarta-feiramostrou que a popularidade de Correa recuou 15 pontospercentuais em dois meses, para 57 por cento em janeiro. Emagosto, a popularidade do presidente atingiu o menor nível, 56por cento, após as altas taxas do começo de seu mandato. O economista, que estudou nos Estados Unidos e assumiu ocargo há um ano, enfrentou várias vezes a mídia e influentesprefeitos da região costeira sobre o crescente controle dogoverno sobre a economia, na medida em que Correa diz querermelhorar a distribuição de renda na população. Na quarta-feira, a principal autoridade da Marinharenunciou depois de uma controvérsia sobre reportagens daimprensa, que falavam do descontentamento entre os militaresdevido à influência do governo nas promoções. A queda da aprovação pode tornar mais amena a políticaesquerdista em um país onde três presidentes caíram em meio àinsatisfação popular em pouco mais de uma década. "Isso vai pressioná-lo para ser mais cuidadoso com suasfuturas reformas", disse Felipe Burbano, do ramo equatoriano daLatin American Faculty of Social Sciences. "Correa é viciado empesquisas e quer manter alta sua popularidade como base de seucapital político."

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