Popularidade de presidente peruano cai por conflitos sociais

A aprovação dos peruanos ao presidente Ollanta Humala caiu em julho para o menor nível já registrado, ao completar um ano de governo, punido pela percepção dos cidadãos de que há uma falta de liderança para enfrentar os crescentes conflitos sociais que já causaram 15 mortes por enfrentamentos com a polícia.

Reuters

15 de julho de 2012 | 15h20

A popularidade de Humala voltou a cair 5 pontos percentuais pelo segundo mês consecutivo para ficar, em julho, em 40 por cento, segundo pesquisa da empresa Ipsos Apoyo publicada neste domingo pelo jornal El Comercio.

Com essa queda livre, o nível de desaprovação da gestão de Humala, um militar aposentado, ficou em 51 por cento, acrescentou.

O Peru, importante produtor mundial de metais, tem quase 250 conflitos sociais, muitos deles ligados à extração de riquezas naturais em meio a temores e exigências de maiores benefícios ambientais de um terço dos peruanos, que se sentem negligenciados em meio ao boom econômico.

Atualmente, o maior símbolo do conflito é o que afeta o projeto de ouro e cobre Minas Conga, na região norte do país, onde a empresa norte-americana Newmont planeja investir pelo menos 5 bilhões de dólares. O projeto foi temporariamente suspenso devido aos massivos protestos contra a mineradora.

Para enfrentar as manifestações, Humala declarou estado de emergência na zona de conflito, o que autoriza militares a cooperar com a polícia para restaurar a lei e a ordem pública, restringindo algumas liberdades dos cidadãos.

Segundo a pesquisa da Ipsos Apoyo, a maioria dos peruanos, cerca de 62 por cento, considera válida a medida de emergência para lidar com os protestos, e mais de 70 por cento concordam com o uso da força policial quando há bloqueio de vias ou quando se atenta contra a propriedade pública ou privada.

A pesquisa da Ipsos Apoyo Opinión y Mercado foi realizada com 1.210 pessoas entre 11 e 13 de julho. A margem de erro do estudo é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, e tem um nível de confiança de 95 por cento.

(Reportagem de Marco Aquino)

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