Por falta de espaço para aviões, Haiti suspende aterrissagens

Atingido por terremoto, aeroporto de Porto Príncipe não tem espaço e nem combustível para voos civis

estadao.com.br,

14 de janeiro de 2010 | 20h39

verno do Haiti suspendeu nesta quinta-feira, 14, a aterrissagem de voos civis procedentes dos Estados Unidos em Porto Príncipe, já que não há espaço disponível no aeroporto da cidade para as aeronaves estacionarem, e falta combustível para novas decolagens, informou a porta-voz da agência de aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), Laura Brown.

 

Aeronaves transportando ajuda humanitária ou equipes de resgate terão permissão para pousar.

 

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Por conta disso, a FAA parou de autorizar decolagens com destino ao país centro-americano. Novos voos só serão liberados quando houver pistas disponíveis.

 

Segundo relato da Associated Press, dez aviões civis e um militar sobrevoam o Haiti no momento em que a decisão foi tomada.

 

Os primeiros voos com ajuda internacional às vítimas do terremoto de terça-feira começaram a chegar hoje no país.

 

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O espaço aéreo foi aberto esta manhã para organizações humanitárias. Mas, devido às limitações nas infraestruturas do aeroporto, que sofreu graves danos durante o tremor, falta espaço para os aviões que tentam chegar à ilha para ajudar a população.

 

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

 

Na quarta-feira, 13, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

 

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

 

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, também morreu no tremor.

 

Com informações da Efe e Associated Press

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